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4 Situações que precisamos ter mais cuidado ao administrar a glicemia! Confira!

Contagem de carboidrato nos eventos de infecção, TPM e estresse

 Quem tem diabetes tipo 1, sabe que estresse, infecção no organismo e TPM fazem com que a glicemia aumente. E como a pessoa ou a criança com diabetes deve proceder?

Segundo Mônica Gabbay, endocrinologista pediátrica, “quando nos referimos ao estresse, ele pode ser desencadeado em algum momento de realização de prova, ou de perda de uma pessoa querida, insegurança de falar em público, entre outras situações”.

stress

Mas para entendermos um pouco mais como o corpo age em momento de estresse, o mesmo se prepara para atacar-ou-correr. Esta reação desencadeia a liberação de níveis elevados de diversos hormônios, que servem para mobilizar uma grande quantidade de energia, que está estocada na forma de açúcar e gordura e devem ir até as células para que o corpo reaja ao perigo. Porém, em pessoas com diabetes, esta resposta “atacar-ou-correr” não funciona bem, pois a insulina não consegue levar esta energia extra para dentro das células. E a glicose sobe no sangue.

Desta forma, os hormônios de estresse podem alterar diretamente a glicemia da pessoa com diabetes, impedindo o corpo de produzir insulina ou mesmo utilizá-la adequadamente.

“Já nos casos de infecção, se uma criança ou adulto tiver febre, geralmente a glicemia sobe, mas se ela/ele tiver uma virose digestiva, pode ter uma hipoglicemia. Nestes casos, é importante aumentar a automonitorização da glicose e alinhar o tratamento com o médico”, complementa Dra. Mônica.

No caso específico de tensão pré-menstrual, a endocrinologista explica “geralmente é a razão de contagem de carboidrato é que muda. Por exemplo, uma adolescente geralmente utiliza 1 unidade de insulina para 15g de carboidrato. Quando está nos dias de TPM, talvez esta razão seja 1 unidade de insulina para 10g de carboidrato. Há ainda casos de pacientes minhas que aumento nestes dias a quantidade de insulina basal e tudo se acerta”.

“Há casos de meninas, que utilizam a bomba de insulina e dependendo do equipamento, já tem este evento de saúde, que quando acionado, geralmente aumenta sozinho a quantidade de insulina. Há pessoas que preferem utilizar o basal temporário, em que há mais aumento de insulina por pouco tempo. Há outras meninas que preciso mudar o fator de sensibilidade à insulina”, alerta a médica.

Por isso, o médico ainda é o profissional que ajudará as pessoas a ajustarem o tratamento, dependendo das situações acima. De qualquer forma, é essencial que as pessoas sejam honestas e comentem com o profissional as mudanças da glicemia tanto nestes episódios como em outros, que podem gerar aumento ou diminuição da glicose!

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