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A aproximação dos pais na escola promovem segurança para o tratamento do diabetes

escolaTodo final do mês de janeiro até o início de fevereiro, muitos pais sentem um receio ao deixar o filho na escola. Será que os novos professores podem ajudá-lo a medir a glicemia e aplicar a insulina? Será que vai deixar o filho ir ao banheiro durante as aulas, principalmente quando estiver com hiperglicemia? O educador vai se dar conta se a criança apresentar um comportamento mais quieto, sem prestar atenção à aula e incentivá-lo a fazer a automonitorização, no caso de uma hipoglicemia? Se o resultado for positivo, vai ajudá-lo a corrigir a glicemia?

E no caso de o aluno com diabetes começar as aulas em uma escola nova? O que devo fazer? A instituição de ensino deve ser avisada sobre o diabetes! É muito importante que os pais se coloquem à disposição da escola para ajudá-los no aprendizado de possíveis cuidados especiais, como no caso de hipoglicemia e outras situações. Os manuais de orientação sobre diabetes podem ajudar e alguns são específicos para escolas, como este: https://www.debemcomavida.com.br/media/14152/guia_dbcv_professores_a4.pdf.

Independentemente da hora, antes de começar as aulas ou após seu início, o importante é que haja uma aproximação dos pais com a escola. Todos devem entender que é essencial atingir um bom controle glicêmico da criança e consequentemente, seu bem estar na instituição.

Se houver alguma resistência por parte da escola, Dra. Denise Ludovico, endocrinologista, explica “Acredito sempre no bom senso e sensibilidade! Os pais devem ter uma postura de aliados da escola e dos professores e não de pessoas que só cobram ou exigem…, mas, ao mesmo tempo, a escola e seus profissionais devem entender que crianças com diabetes também têm direito a frequentar uma instituição de ensino e receber os cuidados necessários para que tenham condições de ter uma educação adequada. Deve-se ressaltar que escolas e professores, que se disponibilizam e aprendem a cuidar destes pequenos, tornam-se instituições e profissionais, respectivamente, diferenciados e que podem se destacar diante dos demais”.

“Tenho pacientes em que a escola foi receptiva, recebeu a nutricionista para orientações e a professora da criança se envolveu tanto que aprendeu a fazer contagem de carboidratos, manipular a bomba de insulina e mandar os dados para a agenda, diariamente, incluindo a quantidade de ingestão de carboidrato, se teve hipos e as correções necessárias. Esta criança participa de todas as atividades da escola, como: fazer e comer ovos de chocolate na Páscoa, participar de passeios a zoológicos, dentre outros”, enumera Dra. Denise.

O diabetes deve ser “encarado” com naturalidade por todos, pais, crianças, escolas e amigos. Uma criança com a condição não é diferente das demais, não é melhor ou pior, apenas necessita de alguns cuidados diferentes, como qualquer portador de doença crônica.   A criança deve ser incentivada a se sentir bem consigo mesma e se quiser falar sobre diabetes, que seja de uma forma natural aos colegas.

“A criança com diabetes deve ter uma alimentação saudável! Ela não precisa levar o lanche especial ou diferenciado dos demais alunos, o que pode se tornar uma situação de constrangimento. É possível fazer contagem de carboidratos ou adaptar a dose de insulina para que mantenha glicemias adequadas na escola, recebendo o lanche habitual da instituição”, relata Dra. Denise. Nada melhor do que a criança se sentir aceita e igual aos demais!

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