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A importância do cuidador de crianças com diabetes

“Pare, Respire, Inspire e não Pire”! Conheça o relato de Denise Panico, após o diagnóstico de diabetes tipo 1 de sua filha!      

Denise Panico 2
Dada à importância do trabalho abnegado desses profissionais que doam o seu tempo para a arte de cuidar, nosso portal trará inúmeros relatos de cuidadores com a finalidade de compartilhar experiências que possam ajudar na aquisição de conhecimentos e minimizar o sofrimento das pessoas, que se encontram fragilizadas pelas adversidades impostas pela vida.

O cuidador é aquela pessoa que se predispõe a acompanhar o paciente que necessita de cuidados contínuos. Existem dois tipos de cuidadores: o formal, que exerce a função e tem qualificação para isso e o informal, aquele que surge dentro da família. Quando falamos em cuidador familiar, estamos nos referindo a uma pessoa adulta, que realiza e proporciona as atividades da vida diária, procurando minorar ou até mesmo suprir o déficit de autocuidado da pessoa que cuida.

Os motivos que levam com que o familiar seja o cuidador principal são na generalidade a disponibilidade de tempo, o sentimento de obrigação e de dever e a solidariedade.

Denise Panico, mãe e cuidadora de Giovanna, diagnosticada com diabetes em maio de 2013 relata que “Após uma crise terrível de tosse, minha filha foi medicada com vários xaropes, antialérgicos e nenhum deles solucionou o problema. Após tomar um anti inflamatório, melhorou. Em seguida, começou a apresentar os sintomas clássicos do diabetes: sede intensa, urina abundante e muita fome. Comia muito e mesmo assim emagrecia a olhos vistos. Na mesma semana a levei à pediatra e ela disse que a Giovanna estava muito bem e seu emagrecimento possivelmente era consequência da atividade física que estava praticando. Voltei para casa, mas a preocupação continuou, principalmente por vivenciar diariamente as várias garrafinhas de água consumidas e o emagrecimento visivelmente notado por pessoas presentes em uma festinha familiar. Novamente, retornei ao consultório médico e apenas para me tranquilizar, a médica fez a requisição de alguns exames laboratoriais que prontamente foram feitos e no dia seguinte, recebi uma ligação telefônica da médica responsável pelo laboratório, informando que a menina estava gravemente doente e que eu a levasse imediatamente ao hospital porque ela poderia entrar em coma devido à cetoacidose”.

Denise continua seu depoimento afirmando que “Graças a Deus, a médica que nos atendeu foi altamente competente, aplicando insulina para reduzir o seu nível glicêmico e para maior segurança, minha filha ficou internada por três dias. Ficamos conhecendo a nova profissional que passou a cuidar da Giovanna que, prontamente nos orientou na compra de insumos, na leitura de rótulos, na contagem de carboidratos e na aplicação de insulina”.

“Ficamos confusos com tanta informação, mas isso não representou nada perto do que sentimos com o diagnóstico desolador. Perdemos o chão; meu marido não conseguia aceitar e atribuía a alta da glicemia como possível efeito colateral da medicação que ela havia ingerido e eu, para que ela não ouvisse, passei a chorar enquanto me banhava debaixo do chuveiro”, afirma Denise.

“Praticamente parei de trabalhar e estou constantemente buscando informações sobre diabetes, pois tento cuidá-la da melhor forma possível. Faço pastas, relatórios e cronograma dos exames, dos dias que tenho de pegar insumos, me preocupo se ela fez ou não atividade física, se comeu ou não frutas naquele dia, pois todo cuidador deve ser responsável por tudo que envolve a vida daquele ser e mostrar como está sendo cuidado, transmite segurança e conhecimento para que no futuro possa se cuidar sozinho”, esclarece a cuidadora.

Além de ter diabetes, a menina Giovanna apresenta déficit de hormônio do crescimento e como ele é antiglicêmico, sua reposição implica em flutuações nos níveis glicêmicos. Tal fato fez com que Denise perdesse horas de sono para visitar o quarto da filha de duas em duas horas para monitorar as glicemias. Até que um dia, ela resolveu fazer uma experiência que deu muito certo. “Assim que aplico o hormônio, aumento a basal em 20% e como ela começa a agir em duas horas, o mesmo tempo de ação do hormônio, as noites têm sido melhores com patamares mais baixos e lineares próximos de 130/150”, explica Denise.

Finalizando, a mãe cuidadora deixa uma mensagem aos pais de crianças recém-diagnosticadas: “Pare, Respire, Inspire e não Pire”!

Esse relato nos ensina que desde que haja dedicação, organização, busca de conhecimento, paciência, aceitação, adesão ao tratamento e muito amor, podemos vencer a doença para proporcionar qualidade de vida aos pequenos.

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