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Aprenda a evitar as internações

Prevenção de InternaçõesNo final do ano passado, foi publicado um levantamento da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo mostrando que, a cada 24 minutos, uma pessoa é internada em um hospital público paulista.  De acordo com o órgão, entre janeiro e agosto de 2013, 14.222 pacientes foram internados na rede pública paulista por ter alguma complicação do diabetes, ou seja, uma média de quase 60 pacientes ao dia.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Espírito Santo, apenas no ano de 2013, 2.479 internações hospitalares foram registradas no estado. Mas por que há tantas internações relacionadas ao diabetes?

“A pessoa com diabetes tipo 1 descobre o diagnóstico geralmente em estado de cetoacidose, quando o corpo já não tem insulina e a glicose não consegue entrar na célula, e vai para o hospital se sentindo mal ou em coma. Já o paciente com tipo 2 não costuma ter o diagnóstico no hospital”, relata o Dr. Balduino Tschiedel, endocrinologista.

“Independentemente do tipo de diabetes, há momentos em que o paciente pode precisar do hospital. Frequentemente nós constatamos a presença em hospitais por situações agudas de hipo ou hiperglicemia, que poderiam ser corrigidas em casa. Mas nesses casos, quando o indivíduo ou sua família não sabem tomar uma iniciativa que reverta a situação, o melhor é procurar o hospital. Um bom programa de educação em diabetes teria certamente evitado a situação. Há também casos de infecção ou de uma descompensação da glicemia mais prolongada, mais frequente em paciente com tipo 2,” explica Dr. Balduino.

“Nos casos específicos de infecção, o paciente precisa tomar mais cuidado, pois há um quadro de resistência à insulina e é necessário pelo menos manter a dose de insulina para evitar a cetoacidose, mesmo que o paciente tenha diarreia, vômito e febre”, alerta o endocrinologista.

Mas para evitar que a procura a hospitais seja algo recorrente, Dr. Balduino recomenda “fazer a automonitorização da glicemia sempre”. É importante também o paciente e a família terem educação em diabetes de forma estruturada, para que possam tomar a atitude, algumas vezes com ajuda do médico especialista, outras não, sem precisar se internar. É importante lembrar que sempre há risco de o paciente adquirir uma infecção em ambiente hospitalar”.

Com educação em diabetes, o paciente terá as ferramentas para não precisar do hospital. “Com este conhecimento, a pessoa terá condições de se autoavaliar e descobrir os motivos de descontrole da glicemia e, assim, terá condições de administrar ações para corrigir a glicemia descompensada. Por isso, é importante o papel de associações de pacientes, que reforçam o conhecimento adquirido com os profissionais de saúde e até mesmo ensinam dicas para viver bem com a condição sem complicação”, destaca o endocrinologista.

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