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Atividade Física para quem tem diabetes e depressão

Combata a Depressão e controle a Glicemia praticando Esportes

Atividade Física para quem tem diabetes e depressãoSentir-se triste de vez em quando é normal. Mas, algumas pessoas “carregam” uma tristeza sem causa aparente o tempo todo. O diagnóstico de depressão só poderá ser fechado caso o paciente apresente cinco sintomas clássicos na maior parte do dia, durante duas semanas ou mais, tais como: humor deprimido, perda da capacidade de sentir qualquer tipo de prazer, mudança significativa no peso ou no apetite, insônia ou sonolência excessiva, agitação psicomotora ou lentidão, fadiga, dificuldade de concentração, sentimentos de culpa ou nulidade e ideias suicidas.

A depressão tem impacto nocivo sobre o controle glicêmico e, por sua vez, o diabetes mal controlado intensifica os sintomas depressivos. Vários estudos foram realizados para avaliar essa correlação e a conclusão obtida foi que a depressão está associada à hiperglicemia e ao fato de promover maior risco de complicações do diabetes. No sentido inverso, o alívio da depressão associa-se a uma melhora significativa do controle glicêmico. Outros dados conclusivos mostraram que a probabilidade de ocorrência de depressão na população com diabetes foi duas vezes maior comparada a que não tem diabetes e que a prevalência foi significativamente maior em mulheres com a condição (28%) em relação aos homens com a condição (18%).

Para o tratamento ser satisfatório é importante tentar o controle glicêmico antes de medicar o estado depressivo. Trabalhos científicos comprovam que pacientes saíram da depressão a partir do controle glicêmico e que pacientes, que já tomavam antidepressivos, só sentiram melhora após a glicemia estar equilibrada.

Quando o paciente não consegue deixar a glicemia em nível sérico ideal, ou quando enfrenta complicações do diabetes, entra em desespero, achando que perdeu o controle sobre a doença. Diante deste contexto, ele não deve esperar para buscar ajuda e ela deverá ser multidisciplinar. Um endocrinologista associado à nutricionista e ao educador físico é a parceria ideal para ajudá-lo.

O educador físico William Komatsu dá dicas importantes para combater a depressão e controlar a glicemia com a prática de esportes. “É importante que a pessoa atue em uma área interessante e prazerosa de exercê-la, pois promove a saúde, causando equilíbrio e bem estar tanto em quantidade como em qualidade, ou seja, age no concreto (aumento ou redução de medidas corporais) e no abstrato (causando sensação de bem estar e melhora de humor). Quando uma pessoa com diabetes me procura para ajudá-la a controlar a glicemia e eu percebo que ela se encontra desanimada, a prática regular de atividade física proporciona uma mudança de números, ou seja, se ela medir a glicemia antes do exercício e algum tempo após o término do mesmo, constatará que ela irá diminuir a taxa e isso faz com que a pessoa fique mais confiante e segura”.

“Da mesma forma, se um indivíduo tem sobrepeso e treinar diariamente com modalidades esportivas adequadas ao seu caso, irá eliminar medidas, que o deixarão satisfeito; o mesmo se aplica para quem precisar uma hipertrofia muscular. Portanto, para se obter os resultados desejados é necessário que se faça um treino personalizado, ou seja, aquele que irá respeitar as características genéticas individuais de cada ser, acrescenta o educador”.

A massa muscular do corpo humano é composta por dois tipos principais de fibras musculares classificadas por pesquisadores segundo suas características contráteis e metabólicas emfibras vermelhasou decontração lenta, altamente resistentes à fadiga e mais apropriadas para exercícios aeróbicos de longa duração como natação e corrida efibras brancasou decontração rápidafadigam rapidamente e são mais apropriadas em atividades anaeróbicas como musculação.

Segundo William, “os dois tipos de fibras estão presentes em todos os grupos musculares do organismo. No entanto, há o predomínio de um sobre o outro, dependendo do estímulo aplicado e de fatores genéticos”.

No que concerne à atividade física focada para indivíduos com depressão, o educador foi enfático em deixar que a pessoa inicie uma modalidade a qual tenha mais afinidade e que estabeleça metas mais próximas de serem atingidas. “Atualmente sabemos que a endorfina, um neuro-hormônio produzido pelo próprio organismo na glândula hipófise, é uma poderosa arma no combate à depressão; tem uma potente ação analgésica e ao ser liberada, estimula a sensação de bem estar, conforto, melhor estado de humor e alegria, podendo inibir o estresse. Estudos demonstraram que tanto exercícios aeróbicos quanto aneróbicos podem provocar um aumento da concentração de endorfinas no sangue”.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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