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A automonitorização glicêmica torna o paciente com diabetes mais independente e cooperativo com o tratamento! Confira a matéria aqui!

A automonitorização intensiva também melhora o controle glicêmico de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 não insulinizadas – demonstra pesquisa


^F0AEE20E70FB534FD1365013DDD73ECC25FBDF7F8DFBD7AD02^pimgpsh_fullsize_distrEstudo avaliou o impacto da automonitorização intensiva em 1024 pacientes com diabetes tipo 2 não insulinizados. Desses, 501 foram alocados para o grupo da monitorização intensiva estruturada, realizando quatro testes por dia, durante três dias da semana. Os outros 523, representaram o grupo controle, que realizaram os mesmos quatro testes por dia, mas apenas no início do estudo e aos seis e doze meses. Os parâmetros utilizados na avaliação foram a alteração nos níveis de hemoglobina glicada aos 12 meses e percentual de pacientes atingindo a meta de taxas glicêmicas dentro da faixa de segurança.

Os resultados mostraram maior redução dos níveis de hemoglobina glicada no grupo da automonitorização intensiva (-0,39%) em relação ao grupo controle (-0,27%). Os percentuais de pacientes que atingiram a meta de taxas glicêmicas dentro da faixa de segurança foram similares entre os dois grupos (74,6% no grupo intensivo e 70,1% no grupo controle).

Para maior esclarecimento sobre o tema aqui proposto, pedimos à Dra. Vanessa Araújo Montanari, médica endocrinologista, que nos informasse quais são as recomendações preconizadas para pessoas com diabetes mellitus tipo 2 que utilizam medicamentos orais com relação à monitorização e para aquelas que usam insulina?

A endocrinologista assim nos informou “De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes e com a Associação Americana de Diabetes, ainda não há consenso sobre os benefícios da AMG (automonitorização glicêmica) em pacientes com diabetes tipo 2, em uso de hipoglicemiantes orais. Alguns recomendam o seu uso em todos os casos de diabetes, porém em menor frequência ao da preconizada aos usuários de insulina. Já, as pessoas com diabetes tipo 2, que utilizam insulina, devem realizar AMG pelo menos três vezes ao dia, podendo ser intensificada em momentos de mudanças terapêuticas ou em quadros de descompensação metabólica ou instabilidade de controle glicêmico. Monitoramento ocasional da glicose sanguínea após refeições pode ser útil em pessoas que usam medicamentos, que atuam na glicemia pós-prandial. Portanto, cada caso é um caso, ou seja, a conduta deve ser individualizada”.

Perguntamos o que as Secretarias de Saúde de São Paulo (Municipal e Estadual) costumam seguir como normas?

“Segundo a Lei Federal 11.347 de 27 de setembro de 2016, tanto o Estado como o Município deveriam fornecer gratuitamente o aparelho glicosímetro e fitas reagentes para qualquer pessoa com diabetes que utiliza insulina, conforme prescrição médica. Porém nos deparamos muitas vezes com queixas da falta de insumos e, portanto, de fitas reagentes para a realização das glicemias capilares. Atualmente, estamos recebendo reclamações sobre a falta de acurácia dos modelos de glicosímetros distribuídos tanto pela Prefeitura de São Paulo quanto pelo Estado. No meu ponto de vista, precisamos que a ANVISA se posicione quanto à precisão de todos os glicosímetros, que são comercializados no Brasil, incluindo aqueles fornecidos gratuitamente para a população”, declara Dra. Vanessa.

É bom que se esclareça que a automonitorização glicêmica torna o paciente com diabetes mais independente e cooperativo com o tratamento. Além disso, o deixa mais motivado para se cuidar e ciente dos vários fatores, que podem alterar sua glicemia, tais como o estresse, período menstrual, uso de medicamentos hiperglicemiantes, sedentarismo ou a prática de atividade física em excesso, bebidas alcoólicas, esquecimento das doses de insulina, erro na contagem de carboidratos entre outras alterações comportamentais, que dificultam o controle glicêmico. Estudos sugerem que a AMG pode reduzir a hemoglobina glicada de 0,25% a 0,3% em seis meses. A Associação Americana de Diabetes demonstrou que para os pacientes que utilizam esquema basal-bolus, o ideal é a realização da AMG de seis a dez vezes ao dia para se obter um bom controle da glicemia e queda da glicada. Para aqueles indivíduos com diabetes tipo 2, que realizam a medição apenas uma vez na semana, o risco da ocorrência de complicações micro e macrovasculares precoces é grande; outro problema é o de não perceber casos de hipoglicemias de forma precoce, aumentando a hospitalização de idosos principalmente.

“No meu ponto de vista, todas as pessoas com diabetes deveriam possuir um glicosímetro para avaliar o controle glicêmico, evitando os riscos acima citados. É fundamental que o aparelho tenha boa acurácia e os insumos têm de ser fornecidos pelos Estados e Municípios de nosso país em cumprimento à Lei Federal”, finaliza a endocrinologista.

Para saber mais acesse: http://www.diabetes.org.br/publico/comunicados-sbd/1550-a-automonitorizacao-intensivtambem-melhora-o-controle-glicemico-em-pacientes-com-dm2-nao-insulinizados

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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