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Como podemos filtrar as informações da internet para o bem-estar?

infosEm novembro, foi exibida uma premiação no Programa Caldeirão do Huck a três jovens estudantes do ensino médio, que fizeram uma pesquisa no laboratório do Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Minas Gerais. O estudo, com base em uma pesquisa feita anteriormente na Unicamp com animais, consistiu na produção de uma ração feita do quiabo, que ajudou a controlar da glicemia dos participantes. Após a exibição na televisão, essa matéria se alastrou principalmente nos principais veículos de comunicação online e nas redes sociais e fez com que uma parte das pessoas fizesse o experimento e abandonasse o tratamento de diabetes.

Esse tipo de comportamento foi condenado pelos especialistas e por outras pessoas com diabetes, pois são estudantes do ensino médio e não há estudo científico que comprove tal fato. Este foi só um exemplo do que aconteceu recentemente, mas no dia a dia também somos invadidos por uma gama imensa de mensagens e precisamos saber qual delas podemos ou não acreditar.

“O conhecimento sobre um determinado assunto acontece com a busca de informações. Sabe-se que a internet pode fornecer mensagens verdadeiras e falsas sobre doenças. Para saber o que é diabetes, é preciso ler e discutir com profissionais de saúde e pessoas que apresentam a condição para saber quais são as melhores instruções para se obter um bom tratamento. Se faz necessária uma indicação para a realização de uma boa pesquisa e algumas vezes o Google acadêmico pode conter exatidão em sua informação. Desta forma pode se filtrar as mensagens contidas na internet favoráveis ao tratamento”, esclarece a psicóloga da ADJ Diabetes Brasil, Guacyra Guaranha.

Precisamos sempre duvidar de informações que tenham algumas palavras chaves. “A possibilidade da cura de uma doença fascina as pessoas. Qualquer pessoa que tenha uma doença gostaria de descobrir a cura deste mal. Portanto as notícias sobre um tratamento milagroso despertam curiosidade e interesse sobre o assunto. Soluções rápidas e fáceis nem sempre são verdadeiras. Torna-se necessário investigar a veracidade deste tipo de informação”, complementa a psicóloga.

A jovem líder em diabetes Claudia Labate abordou esta temática em um dos Simpósios da Federação Internacional de Diabetes, na Austrália, no fim do ano. As dicas para que as pessoas tenham as informações mais corretas são: “sempre checar as datas e fontes dos estudos, o que pode influenciar na credibilidade da mesma, tomar cuidado com as palavras com técnicas milagrosas, evitar páginas que trazem fotos de antes e depois de ter um procedimento ou tratamento, prestar atenção também com relação às histórias de sucesso das pessoas ao iniciarem tratamentos sem provas científicas, e verificar sempre se o site tem algum selo de segurança de alguma organização confiável para saber se a informação é verdadeira”.

“As notícias e informações contidas na internet podem ser utilizadas de forma saudável, quando usadas de forma adequada, valorizando o autocuidado e a preservação geral do corpo. Médicos e outros profissionais de saúde podem indicar pesquisa em mídias sociais e internet ao conhecerem e acreditarem nas informações contidas nestes meios alternativos de comunicação. Assim algumas informações podem ter um impacto positivo na vida das pessoas que tem diabetes”, relata Guacyra.

“O poder da água do quiabo parece ser algo mágico e milagroso. Muitas pessoas desejam experimentar o efeito desta água amarga em seu organismo. É possível vivenciar esta experiência de forma saudável desde que as pessoas não deixem de realizar o tratamento medicamentoso e alimentar pré-estabelecido. A crença popular em realizar algum procedimento experimental pode produzir a sensação de bem estar no corpo das pessoas. Prestar atenção em boas informações, verificar e discutir a veracidade de seu conteúdo e se este pode contribuir para a realização de um bom tratamento em diabetes e valorizar uma boa qualidade de vida”, finaliza Guacyra.

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