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Conheça as brincadeiras em que as crianças precisam retirar o SICI

Dicas importantes de como proceder com a bomba de insulina em brincadeiras de crianças!

As brincadeiras de crianças são muito saudáveis e devem ser estimuladas pelos pais. Entre elas há esconde-esconde, pega-pega, amarelinha, cabo de guerra, futebol e outros esportes que envolvem a bola. Estas brincadeiras infantis são tão importantes, pois fazem o corpo queimar caloria, geram diversão, desenvolvimento da imaginação, socializam os pequenos e ajudam-nos a compreenderem o mundo.

Entre crianças com diabetes, as brincadeiras devem ser estimuladas também. No caso desses pequenos que utilizam o sistema de infusão contínua de insulina (SICI), muitos pais ficam receosos do filho se machucar ao brincar. Segundo o Dr. Luis Eduardo Calliari, endocrinologista, “o equipamento deve ser retirado sempre que as atividades envolverem risco de molhar, como banho, piscina e mar. Esportes que envolvem contato físico, como futebol ou basquete também podem aumentar risco de lesões e deve-se tirar o equipamento, exceto se praticados de forma não competitiva, em família ou entre amigos. Artes marciais e esportes radicais também devem ter os riscos avaliados”.

“Para atividades normais do dia a dia, em crianças pequenas, como brincar em parquinhos, escorregador, corrida, etc, não há necessidade de se retirar o SICI. Mas, se a criança ficar sem a bomba, não deve ficar por mais de uma hora. Se for preciso ficar até duas horas, deve realizar a automonitorização ao sair do exercício e corrigir a glicemia se necessário”, acrescenta Dr. Calliari.

Isso ocorre, pois “como o basal é infundido a cada hora, ao se retirar o equipamento (ou se o cateter for obstruído), em pouco tempo já não há mais insulina circulando e a elevação dela é muito rápida. Em poucas horas já pode haver cetonas e até sintomas de hiperglicemia (sede, aumento da diurese). Se não for percebido a tempo pelos pais que o sistema não está injetando insulina na corrente sanguínea, pode até evoluir para cetoacidose diabética”, explica Dr. Calliari.

No caso da criança ficar com o equipamento e cair e se machucar, Dr. Calliari, alerta, “quedas, batidas ou traumas podem levar a machucados no local de contato com o SICI. Se o cateter ou a cânula soltar, ou até mesmo quebrar o equipamento, deve-se colocar novo sistema (se não houver quebrado) em outro local do corpo e cuidar normalmente do machucado”.

Se o equipamento parar de funcionar, “deve-se monitorar a glicemia mais frequentemente, utilizar insulina rápida para controle da glicemia imediata, e entrar em contato com o fornecedor. Se o problema demorar para ser resolvido, deve ser utilizada insulina de ação prolongada (glargina, degludeca,detemir ou NPH) e insulina ultra-rápida (Lispro, Aspart ou Glulisina) sempre que necessário até a recolocação do equipamento”.

“O sistema não atrapalha as atividades, e muitas vezes até ajuda! É muito difícil que em atividades de lazer ou esportivas cotidianas, haja necessidade de retirada do equipamento, já que o risco de problemas é pequeno. Quando a bombinha não for retirada, pode-se reduzir o basal para não haver hipoglicemia, através do basal temporário. No entanto, quando o paciente preferir retirar o SICI para o exercício, a decisão de como proceder depende de vários fatores, como glicemia antes do exercício, alimentação, duração e intensidade da atividade, e por isto, deve monitorizar antes e após a atividade para evitar oscilações glicêmicas exageradas. No caso de parada do funcionamento, o sistema pode perder os dados. Por isso, é interessante que o paciente saiba os parâmetros do SICI para poder recolocá-los”, sensibiliza Dr. Calliari.crianças brincando

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