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Confira em que condições o hormônio de crescimento pode ser prescrito para idosos!

Hormônio do Crescimento – Quando devemos fazer a reposição em adultos e idosos

O hormônio do crescimento ou GH é produzido pela hipófise, glândula situada na parte inferior do cérebro, agindo no organismo como um todo, promovendo não só o crescimento longitudinal, mas os das células em geral. A sua ação é obtida através do auxílio da somatomedina C ou IGF-1, produzida principalmente no fígado e também pelas células ósseas e musculares.

Esse hormônio é essencial para proporcionar o crescimento físico. A deficiência na sua produção é responsável pelos casos de nanismo, isto é, pela estatura muito baixa de algumas pessoas. Se produzido em excesso, pode provocar acromegalia, ou seja, crescimento exagerado dos pés, das mãos, das orelhas e do nariz.

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Segundo a endocrinologista pediátrica Denise Ludovico “O hormônio deve ser prescrito quando se comprova a deficiência do mesmo, caracterizando uma reposição hormonal. Também é benéfico na infância, na baixa estatura em meninas com Síndrome de Turner, em crianças nascidas pequenas para a idade gestacional, nos portadores da Síndrome de Prader-Willi, em crianças com insuficiência renal crônica e em queimados com destruição importante de tecidos, porque o GH é anabolizante. O tratamento com o hormônio é feito através de injeções diárias, aplicadas ao deitar, por via subcutânea, nas coxas, braços, nádegas ou abdômen. Não existem preparações em formas de comprimidos, sprays, supositórios ou adesivos”.

Ainda a endocrinologista esclarece “Nos últimos 20 anos, verificou-se que o GH é fundamental não apenas para as crianças, mas também para dar continuidade ao processo de construção do organismo dos adultos, pois os mesmos com deficiência do hormônio adquirida, seja através de trauma de crânio, cirurgia na hipófise ou por radiação, apresentam a síndrome da deficiência do GH, que se manifesta pelo aumento da massa gordurosa e diminuição da massa magra (músculos), tendência à descalcificação dos ossos, aumento do colesterol e dos triglicérides, tendência à síndrome metabólica e consequentemente, intolerância à glicose e,  como consequência, o aparecimento do diabetes”.

Por outro lado, a Dra. Denise salienta que “a prescrição do hormônio deve ser muito bem avaliada no caso de pessoas com diabetes, principalmente se não controladas, pois o GH é um contrarregulador da glicemia, levando à resistência insulínica e consequentemente ao aumento da glicose no sangue. Portanto, por ter efeitos colaterais, essa medicação só deve ser usada com prescrição e acompanhamento médico”.

Esse hormônio também não deve ser utilizado por pessoas que têm: neoplasias malignas, crescimento não controlado de tumores intracranianos benignos, retinopatia diabética, insuficiência respiratória, cirurgia abdominal com trauma acidental múltiplo e os que se encontram com complicações após cirurgia cardíaca.

Quanto ao uso do hormônio na geriatria, para retardar o envelhecimento, há anos tão alardeada pela imprensa leiga, o endocrinologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Marcello Bronstein em depoimento dado ao Dr. Drauzio Varella no site http://drauziovarella.com.br/drauzio/hormonio-do-crescimento/ assim esclarece: “Sabe-se que a produção do hormônio do crescimento e do IGF-1 é reduzida com a idade. Em homens com mais de 60 anos, ela chega a ser quase nula. Em 1990, foi publicado um trabalho no New England Journal of Medicine, sobre um estudo realizado durante seis meses com homens normais acima de 60 anos, sem qualquer deficiência na produção de GH nem problema algum na hipófise. Esse estudo pioneiro revelou que houve aumento da massa muscular, diminuição da massa gordurosa e, em alguns casos, fortalecimento dos ossos. Infelizmente, capas de revistas conceituadas como a Life e Times veicularam a ideia de que o GH funcionava como fonte da juventude. A partir daí, disseminou-se o uso seja do hormônio do crescimento ou produtos enganosos, que são vendidos nos balcões das farmácias americanas livremente. Ora, tanto o uso abusivo do verdadeiro, quanto dos falsos hormônios do crescimento são contraindicados no envelhecimento, porque se sabe que as doses utilizadas podem provocar efeitos colaterais adversos, entre eles a acromegalia”.

Ainda, Dr. Marcelo enfatiza “Embora se saiba que o GH possa aumentar a massa muscular, não aumenta a força muscular mais do que aumentaria um bom exercício físico. Por isso, não é racional prescrever esse hormônio para idosos. Existe, porém, um subgrupo dessa faixa etária, que se encontra depauperado, catabólico, que usa cadeiras de rodas ou sofreu cirurgias extensas, que pode se beneficiar do uso bem orientado e controlado do hormônio do crescimento”.

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