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Confira estudo sobre exercício físico provoca alterações funcionais no sistema imunológico, melhorando ou reduzindo a função imune, dependendo da frequência, duração e intensidade na qual é realizado.

Benefícios do Exercício Físico sobre o Estado Inflamatório em Pacientes com Diabetes

Diabetes é um distúrbio metabólico complexo que envolve não só a alteração do metabolismo da glicose, mas também da proteína e da gordura. A doença se caracteriza pela falta de insulina ou por “defeitos” na sua ação. Há fatores que contribuem para o seu desenvolvimento, como a obesidade, hereditariedade, sedentarismo, hipertensão, níveis altos de colesterol e triglicérides, uso de medicamentos à base de cortisona, idade acima de 40 anos (diabetes tipo 2) e estresse emocional. Para os indivíduos com diabetes mellitus tipo 1, dizemos tratar-se de doença autoimune.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), seis em cada dez brasileiros têm risco de desenvolver a doença e a Federação Internacional de Diabetes (IDF) alerta que temos no Brasil atualmente mais de 12 milhões de pessoas com diabetes, ocupando o quarto lugar no mundo.

No que concerne a dados mundiais, a cada dez segundos, três pessoas tornam-se diabéticas e a estimativa é que o número de diagnosticados passe dos atuais 380 milhões para 592 milhões em 2035.

A ciência vem descobrindo que os processos inflamatórios estão envolvidos em boa parte das doenças e pacientes com diabetes mellitus não controlados ou que se encontram obesos com síndrome metabólica, também estão “inflamados” pelo aumento da produção de citocinas pró-inflamatórias, que nada mais são do que proteínas solúveis produzidas e liberadas por células do sistema imune como neutrófilos, macrófagos e linfócitos com a finalidade de controlar o processo inflamatório e promover cicatrização tecidual. Porém, se forem produzidas em excesso, atacarão não só os agentes nocivos como também as células saudáveis, causando verdadeiros estragos à saúde, como doenças cardiovasculares, articulares (artrites), oculares (degeneração macular senil), cerebrais (AVC e demência) e renais.

Estudo acadêmico realizado pelo educador físico, especialista em fisiologia do exercício Maicon Fabrício Belotto e publicado pela Revista Digital EFDeports.com. de Buenos Aires, em agosto de 2011, demonstrou que exercícios físicos de intensidade moderada (<60% do VO2 máximo) estão relacionados ao aumento da resposta dos mecanismos de defesa orgânica, enquanto que o exercício mais intenso e prolongado (>65% do VO2 máximo) a diminui, assim como o sistema de reparo. Portanto, pode-se concluir que o exercício físico provoca alterações funcionais no sistema imunológico, melhorando ou reduzindo a função imune dependendo da frequência, duração e intensidade na qual é realizado.

Segundo o educador físico William Komatsu “A prática regular de atividade física era até então preconizada para pessoas com diabetes em razão dos efeitos benéficos por ela produzidos sobre o metabolismo orgânico quer no controle glicêmico e melhora na sensibilidade à insulina, evitando dessa forma complicações futuras decorrentes da doença. Atualmente, estudos têm demonstrado que os exercícios físicos produzem efeitos anti-inflamatórios em indivíduos com diabetes, podendo afastar a instalação e progressão de futuras sequelas”.

O efeito anti-inflamatório da prática de exercícios é justificada pela diminuição das concentrações plasmáticas de citocinas pró-inflamatórias comprovadamente mensuradas em pessoas com diabetes mellitus tipo 2, sendo as mesmas responsáveis em causar micro e macro lesões vasculares.

O exercício físico reduz os riscos de doenças coronárias por melhorar marcadores inflamatórios, mobilizando células do sistema imune a aumentar os níveis circulatórios de citocinas anti-inflamatórias, as quais possuem ação inibitória de citocinas pró-inflamatórias.

Diante de tantos benefícios, caro leitor, tenha você diabetes ou não, procure um educador físico para orientá-lo a manter sua saúde em dia.

Tenha um bom treino!

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