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Confira o depoimento da médica que tem mais propriedade para falar sobre diabetes, já que vivencia a condição 24h por dia!

Conheça os cuidados que a família e os amigos podem oferecer sem tirar a autonomia do paciente com diabetes

Ana Claudia Ramalho primeira da esquerda para direita

Quando há o diagnóstico do diabetes, muitas pessoas têm a sensação de que o mundo acabou e que a vida não será a mesma. Muitos parentes e amigos, que cercam o recém- diagnosticado, tendem a proteger e ajudar a pessoa a se tratar para que possa enfrentar o desafio da melhor forma. Mas muitas vezes erram por desconhecimento dos cuidados.

Dra. Ana Claudia Ramalho, endocrinologista, com diabetes tipo 1 há 35 anos, relata o que ocorre com o paciente. “O diabetes é uma doença de solidão, pois a pessoa com a condição precisa sempre ter uma conversa consigo mesma, pois é necessário tomar decisões devido a sua glicemia ser mais alta ou mais baixa e programar a quantidade de insulina para isso”.

Assim, o paciente precisa de educação em diabetes para tomar essas decisões e orientar também as pessoas ao seu redor. “O familiar e/ou o amigo mais próximo precisam saber que decisão tomar principalmente quando a pessoa está com hipoglicemia, pois tem o risco de perder a consciência. Outro momento importante de mais participação no tratamento é durante a gestação, pois o marido precisar acompanhar mais o processo para que possa dar mais segurança à companheira”.

“Há momentos também que a pessoa com diabetes se sente cansada por realizar o tratamento, nesses casos, o apoio do familiar faz toda diferença, para que persista no controle da glicemia. Em casos de pacientes serem crianças, a intervenção no tratamento é inevitável”, complementa Dra. Ana.

“A forma como o cuidador pode ajudar é falar do assunto de forma tranquila, valorizar as pequenas conquistas como maior controle da glicemia, frequentar reuniões ou palestras em associações, buscar informações na internet em portais de referência, mas sempre respeitar a autonomia do paciente, não perguntando várias vezes como está a glicemia, ligar para o local de trabalho ou escola para saber como se sente e não falar sobre futuras complicações que a pessoa pode ter se não se cuidar, como uma forma de ameaça. Esse tipo de atitude só prejudica”, alerta Dra. Ana.

O marido da Dra. Ana, Dr. Giovani Lacerda, cirurgião plástico, faz um comentário, “eu interfiri no tratamento da Ana poucas vezes, algumas delas com hipoglicemia, quando percebi que ela estava perdendo um pouco a consciência e quando ela teve uma inflamação no pé, na época da residência médica, que descontrolou bastante sua glicemia”.

“Aconselho os familiares a saber como proceder nas hipoglicemias, ao injetar o Glucagon, hormônio que ajuda a subir a glicemia rapidamente, quando a pessoa perder a consciência, acompanhar as consultas médicas e estimular a pessoa a se cuidar. Esses cuidados demonstram amor e respeito à autonomia do paciente”, relata dr. Giovani”.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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