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Confira os benefícios dos flavonoides para sua saúde!

Flavonoides

Dr. Ivan Cesar O. Correia de Sousa*

Os flavonoides são uma classe de compostos naturais de considerável interesse científico e terapêutico, onde a quercetina é o principal representante na dieta humana. Várias propriedades medicinais destes compostos, principalmente da quercetina têm sido estudadas nas últimas décadas, destacando-se o potencial antioxidante, anticarcinogênico e seus efeitos protetores aos sistemas renal, cardiovascular e hepático. Frutas, vegetais, grãos, flores, chá e vinho são exemplos de fontes destes compostos. O termo flavonoide é um nome coletivo dado aos pigmentos de plantas derivados da benzo-g-pirona.

As subclasses dos flavonoides são: calconas, dihidrocalconas, auronas, flavonas (apegenina, luteolina, diosmetina), flavonóis (quercetina, miracetina, kaempferol), dihidroflavonol, flavanonas (naringina, hesperidina), flavanol, flavandiol, antocianidina, isoflavonoides (genisteína, daizdeína), bioflavonoides e proantocianinas.

Vários efeitos benéficos foram observados nos flavonoides. Devido à ação antioxidante, tornaram-se importantes compostos dietéticos com promissor potencial terapêutico. Relatos e evidências epidemiológicas sugerem que dietas ricas em flavonoides como a quercetina, têm efeitos na prevenção e no tratamento de doenças cardiovasculares, câncer e insuficiência renal e hepática. Entretanto, pouco se conhece sobre a biodisponibilidade, absorção e metabolismo dos polifenóis em humanos, pois seu estudo é complexo e os dados são escassos. Embora seja difícil uma recomendação de consumo diário de flavonoides, a ingestão de frutas, bebidas e vegetais ricos nestas substâncias é indicada. Porém, pouco se sabe sobre a consequência da ingestão crônica de altas doses dos mesmos e, para compreendê-los melhor, necessário se faz estudar não só a sua biodisponibilidade, mas também o seu mecanismo de ação, o possível sinergismo com outros constituintes da dieta, bem como a sua composição nos alimentos.

Os flavonoides são importantes componentes da dieta, embora geralmente sejam considerados não nutrientes, ou seja, substâncias sem valor nutritivo. Uma quantificação mais exata do total ingerido torna-se difícil devido à falta de tabelas com dados sobre a sua distribuição nos alimentos. O consumo total estimado varia entre 26mg e 1g/dia, de acordo com o consumo de fontes específicas como vinho tinto, chá preto, cerveja, frutas (maçã, uva, morango), vegetais (cebola, couve, vagem, brócolis), grãos, nozes, sementes e especiarias.

A quercetina, o mais abundante flavonoide presente na alimentação humana, responsável por dar cor aos alimentos, representa cerca de 95% do total dos flavonoides ingeridos. A cebola, maçã, cereja, brócolis, pimentão e alcaparras são as suas fontes majoritárias. Os alimentos ricos em quercetina são uma ótima forma de estimular e fortalecer o sistema imune; por ser uma substância antioxidante, elimina os radicais livres, evitando danos ao DNA das células e com isso age impedindo o surgimento do câncer. Além disso, os alimentos considerados funcionais pela presença da quercetina possuem ação anti-inflamatória e anti-histamínica que ajudam a proteger contra doenças cardiovasculares e aliviam sintomas de problemas alérgicos como coriza, asma e urticária.

Veja, a seguir o teor de flavonoides em alimentos consumidos diariamente:

44 mg em cereais, 79 mg em batatas, 45 mg em grãos e nozes e 162 mg em vegetais e ervas. A maior parte dos flavonoides consumidos provêm do cacau, cola, café, chá preto, cerveja e vinho, aproximadamente 420 mg/dia com um adicional de 290 mg/dia provenientes de frutas e sucos. Entre as frutas estudadas, a concentração média de quercetina encontrada foi de 15 mg/kg, sendo que na maçã esta foi maior, entre 21 e 72 mg/kg.

Em bebidas como a cerveja, café, achocolatado e vinho branco, o teor foi de aproximadamente 1mg/l. Já, para o vinho tinto variou de 4 a 16 mg/l.

Em relação aos sucos, encontramos os seguintes resultados: suco de limão – 7 mg/l, suco de tomate – 3 mg/l e nos demais sucos – 5 mg/l.

Entre as bebidas, o chá preto foi a que apresentou maior concentração de quercetina, em torno de 10 a 25 mg/l.

*Dr. Ivan Cesar O. Correia de Sousa é médico especialista em endocrinologia e nutrologia, com pós-graduação em neurointensivismo. Integra o corpo clínico do Hospital Sírio Libanês em São Paulo.

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