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Conheça a relação estreita do diabetes com o vitiligo

Estima-se que em todo o mundo, cerca de 1% da população possua vitiligo. No Brasil, o índice é de 1,5%, ou quase 2,9 milhões de pessoas. Vitiligo é uma condição clínica na qual há perda das células que retêm o pigmento que dá a cor da pele, o melanócito.

O sintoma básico e essencial é o descoloramento da pele. As lesões, que podem ser isoladas ou espalhar-se pelo corpo, atingem principalmente os genitais, cotovelos, joelhos, face, extremidades dos membros inferiores e superiores (mãos e pés).

Dr. Eduardo Finger, imunologista, explica “É uma doença cuja raiz genética é complexa, mas que possui um componente hereditário cujo peso varia em diferentes partes do mundo. Na vasta maioria dos casos, o vitiligo é uma condição crônica que não oferece risco exacerbado à saúde, no entanto, ele pode estar associado a outras condições que podem sim comprometer o bem estar”.

Há uma relação estreita entre diabetes e vitiligo. “Na sua raiz, o mecanismo que produz o vitiligo é o mesmo mecanismo que o diabetes tipo 1 e uma série de outras doenças que são classificadas como autoimunes, portanto, parece haver evidências de uma associação entre diabetes e outras doenças com vitiligo, no entanto, pode variar segundo local e população”.

Para saber se a pessoa foi diagnosticada com a condição, o médico precisa examinar as lesões e pedir exames de análise microscópica dos tecidos para afirmar se o paciente realmente tem a condição. A origem das manchas pode ser confundida com as que são provocadas pelo sol ou por micoses e não há a presença do vitiligo.

“O tratamento visa impedir a destruição de melanócitos, células que produzem a melanina, substância que envolve a célula, protegendo dos raios solares, pelo sistema imune. O tratamento geralmente tende a ser tópico, ou seja, externo e se baseia na supressão local da resposta imune”, detalha Dr. Finger.

O grau de comprometimento emocional pode acabar afetando de forma negativa a evolução da doença. “O vitiligo geralmente é exacerbado pelo estresse, infecções ou uso de algumas drogas. Infelizmente como toda doença autoimune, o vitiligo não tem cura, apenas controle”, completa Dr. Eduardo.

Há muitos tratamentos que são utilizados pelos médicos e que variam de acordo com a resposta do paciente. Podem ser feitos com medicamentos a base de corticoides e outros de aplicação local na pele, fototerapias e laser. Há casos que os pacientes são recomendados realizar enxertos epidérmicos e transplantes de células epidérmicas, nos casos mais graves.

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