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Conheça a trajetória de Mônica Santos com o Diabetes

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Mônica Santos, 31 anos e há 19 diagnosticada com diabetes mellitus tipo 1, licenciada em Ciências Biológicas, casada, mãe de Davi, um menino de sete anos, foi a personalidade em foco escolhida pelo Portal para que os leitores conheçam a sua história, se identifiquem com ela e se inspirem pela busca de uma vida mais plena.

A bióloga nos contou sem traumas, a maneira como a doença foi descoberta e a forma corajosa de enfrentá-la, tornando a sua convivência doce numa doce convivência.

“Minha mãe é auxiliar de enfermagem e, por motivos de trabalho, passou um período fora de casa. Estava de férias escolares no mês de julho, comia em demasia e bebia muita água, estava sempre cansada e emagreci. Mas, devido ao frio, me agasalhava muito e ninguém percebeu a mudança em meu corpo. Uma coisa que alertou meu pai foi que eu sempre tive medo de acordar de madrugada e ir ao banheiro ou pegar água sozinha. E nestes dias, estava levantando mais de cinco vezes todas as noites. Quando minha mãe chegou, depois de um mês, levou o maior susto ao me ver tomando banho. Segundo ela, estava pele e osso! Ela me levou ao médico sabendo que possivelmente estava com diabetes. Os exames confirmaram a sua suspeita. A glicemia de jejum estava 326 mg/dl e os triglicérides 1050. Entramos com regime alimentar por uma semana e a melhora não foi significativa. Consultamos um endocrinologista que, imediatamente, optou pela insulinoterapia”, relata Mônica.

A importância do profissional de saúde

Mônica confessa que graças ao médico que acompanhou o seu caso, ganhou autonomia para se tratar. A primeira consulta foi longa, onde ele transmitiu importantes informações sobre a doença, ofertou uma lista de itens que deveriam ser comprados. Na volta ao consultório, ensinou como usar a insulina e fazer os ajustes necessários para a primeira aplicação e ainda disse que ela não sairia da clínica sem fazer tudo isso sozinha!.

Ela se lembra da forma carinhosa com que o médico segurou a sua mão e juntos fizeram a aplicação. Naquele momento, se estabeleceu a quebra do vínculo de dependência, estaria livre para tomar conta de si mesma. Seguindo todas as recomendações, ela poderia passear, viajar, namorar e viver sem ter de estar constantemente com a mãe ao lado. Ela também elogia o pulso firme do médico que a acompanhou. “A postura adotada pelo profissional me tornou o que sou hoje. Alguns momentos não foram fáceis, mas a minha memória só traz coisas boas. Apesar das inúmeras restrições alimentares que, às vezes, me faziam reclamar, nunca deixei a peteca cair”, comenta Mônica.

Tudo foi seguido à risca durante todos esses anos e, por isso, nunca apresentou complicações. Inclusive fez questão de enfatizar que é uma grande praticante de atividade física desde os 14 anos de idade, pois na adolescência tinha grande apetite e os exercícios a ajudavam a compensar os excessos alimentares no controle glicêmico. Atribui às pedaladas a redução em 30% na dose de insulina que usava. Mas nem tudo são flores, ela nos contou que passou por um período de adaptação com a ocorrência de várias hipoglicemias, o que é normal, tendo em vista que o exercício ajuda a queimar a glicose circulante.

Atualmente treina na academia três vezes por semana e também pedala três dias semanais. Está sempre atenta ao controle glicêmico antes, durante e após os treinos. Se necessário, faz os ajustes e nada a impede de se exercitar. “Depois de um tempo, fica tão natural adotar essa conduta que o estranho é não se exercitar”, comenta a bióloga.

Sem falsa modéstia, ela nos disse que aprendeu muitas coisas em sua vida com o diabetes e a principal delas é que passou a prestar atenção em si mesma para evitar as sequelas da doença, as que frequentemente ocorrem com aqueles que não se cuidam.

Como toda jovem de tão pouca idade, alimenta muitos sonhos e dentre eles gostaria que todas as pessoas que têm diabetes aceitassem essa condição, levando uma vida mais leve e feliz e que nunca faltem insumos para se tratarem.

Mas, os desejos ultrapassaram a teoria e desenvolveram na ação. Ciente do talento nato para se comunicar com as pessoas, quis ajudá-las mais de perto e em maior número e, por isso, decidiu ser uma influenciadora digital. Criou duas páginas uma no Instagram e outra no Facebook @diabetesemfamiliaoficial, onde fala sobre momentos por ela vividos, dando dicas de cuidados, atividade física e muitas informações sobre a convivência com o diabetes.

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