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Conheça as vantagens do consumo de pequi!

Benefícios do Consumo do Pequi

Dra. Andressa Heimbecher Soares*img_portal (2)

O pequi, fruto do cerrado, apesar de pequeno, esconde diversos benefícios à saúde, podendo ser considerado um superalimento, pois é rico em gordura monoinsaturada, a mesma do azeite de oliva, azeitonas e nozes, o que o torna um bom aliado no combate às doenças cardiovasculares, por elevar o nível sérico do HDL (o bom colesterol).

Encontramos no fruto outros componentes benéficos como o potássio, que ajuda no controle da hipertensão e das dores musculares. Também é fonte de vitamina A, responsável pela reconstrução da pele, auxiliando no tratamento da acne e regulando o crescimento celular, sem contar o importante desempenho no antienvelhecimento. Uma dieta enriquecida da vitamina inibe a formação dos famosos “comedões”. Outras fontes da vitamina A são encontradas nos peixes, na gema de ovo, no fígado e no óleo de fígado de bacalhau.

O pequi também é fonte de fibras, onde as mesmas são responsáveis por lentificar a velocidade com que os carboidratos são absorvidos. Segundo a Associação Americana de Diabetes, devemos ingerir entre 20 e 35 gramas de fibras por dia, quantidade necessária para a redução da resistência insulínica e o melhor controle para o diabetes tipo 2.

Os “milagrosos” componentes não param por aqui; o fruto é fonte de vitamina C, um potente redutor dos radicais livres que, nada mais são do que grupos de átomos com elétrons faltantes, formados como resultado dos processos metabólicos orgânicos. Todos nós formamos radicais livres e, para facilitar, eles são uma espécie de “sobra” do que é processado diariamente pelo metabolismo. Como a sua estrutura atômica possui menos elétrons, estes tentam buscar locais para se unirem com a finalidade de se tornarem mais estáveis e, dependendo da união estabelecida, podem danificar as células, membranas ou até mesmo o DNA.

Encontramos outras fontes produtoras de radicais livres nos poluentes como o cigarro, álcool, conservantes, pesticidas e nas atividades que geram um estresse no organismo como a exposição solar em demasia, corridas longas, excesso de calor. Para tentar controlá-los, a nossa dieta alimentar deve conter vitaminas antioxidantes que irão inativar a sua ação, nos protegendo.

O fruto pode ser consumido cozido ou puro. Um prato típico da região do cerrado é o arroz com pequi. Também se aproveita a sua castanha para a fabricação do azeite, situada no interior do caroço, o qual é revestido de espinhos, local onde se concentra a fonte de gordura monoinsaturada. A maior parte das receitas culinárias orienta que, para o consumo das castanhas, é necessário deixar secar o caroço por dois dias e depois torrá-lo.

Ainda não sabemos qual a quantidade necessária de sua ingestão para aproveitar de todas as propriedades benéficas, porém é importante lembrar que a castanha é bastante calórica e, portanto, deve ser consumida com moderação principalmente por pessoas que precisam emagrecer.

Para indivíduos que apresentam quadros clínicos de insuficiência renal, com restrição no consumo de alimentos ricos em potássio, o pequi está contraindicado.

Nunca se esqueçam de tomar MUITO CUIDADO ao MORDER O PEQUI! Devido ao caroço ser revestido de espinhos, se trata de uma fruta que é preciso “ROER” e não morder.

*Dra. Andressa Heimbecher Soares é médica, especialista em Endocrinologia e Metabologia.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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