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Conheça mais a fundo sobe hipoglicemias assintomáticas e como revertê-las!

Hipoglicemia Assintomática

A palavra hipoglicemia vem dos termos gregos hypo (menos), glykys (doce) e haima (sangue). Hipoglicemia é um distúrbio provocado pela baixa concentração de glicose no sangue, que pode afetar pessoas com diabetes ou não. O limiar glicêmico para a definição de hipoglicemia não é consensual, uma vez que os limiares sintomáticos variam muito de pessoa para pessoa.

Em indivíduos adultos saudáveis, glicemias que variam de 70 a 99mg/dl são consideradas normais, enquanto que valores inferiores a 70mg/dl indicam hipoglicemia.

Existem dois tipos de hipoglicemia: a de jejum, que ocorre antes das refeições e a pós-prandial, acontece em média de três a cinco horas após as refeições, como resultado do desequilíbrio entre os níveis de glicose e de insulina no sangue. Quando as taxas de glicose ficam acima de 126mg/dl no jejum por duas ocasiões consecutivas, o paciente é diagnosticado com diabetes. Se estas ficam abaixo de 45mg/dl, então pode ter hipoglicemia.

De uma maneira geral, considera-se limiar para a definição de hipoglicemia uma concentração plasmática de glicose menor que 70mg/dl, tanto para o indivíduo saudável como o com diabetes.

Hipoglicemia não é um problema associado exclusivamente ao diabetes. Diversos outros fatores podem contribuir para que uma pessoa apresente níveis baixos de açúcar no sangue: ingerir acidentalmente remédios para diabetes de outras pessoas ou quinina, usada no tratamento da malária, problemas crônicos no pâncreas e nos rins, como tumor (insulinoma) e hepatite severa, distúrbios nas glândulas adrenais podem provocar deficiências em hormônios-chave para a produção de glicose.

As manifestações clínicas da hipoglicemia podem ser pouco exuberantes e tardias, principalmente durante o sono ou na hipoglicemia assintomática (sem sinais e sintomas prévios).

Os sintomas da hipoglicemia são: tremores, sonolência, fome súbita, vista embaçada ou dupla, dor de cabeça, suor frio, tontura, fadiga, palpitação, desorientação, convulsões, pele fria, pálida e úmida, dormência nos lábios e língua, mudança de comportamento, irritabilidade e choro sem causa.

Segundo a médica pediatra e endocrinologista Dra. Mônica Gabbay “a hipoglicemia é diferente na maneira de se manifestar em uma criança pequena em relação aos adolescentes; especialmente os lactentes não apresentam grandes sintomas, às vezes irritabilidade ou sono fora de hora e por isso nesta faixa etária se opta pelo uso de sensor de glicemia, que ajuda a minimizar esse quadro, já que fornece a tendência da taxa de açúcar no organismo”.

Ainda a endocrinologista alerta que “o médico tem por obrigação orientar os pais a informar na escola o problema de saúde de seus filhos. Sabendo que a criança tem diabetes, os professores e todos os profissionais envolvidos poderão observá-la melhor, medindo ponta de dedo com frequência e ficando atentos para qualquer sintoma apresentado pela criança. Eles precisam ter preparo para saber corrigir episódios de hipoglicemia, lembrando que essa correção pode ser feita ingerindo 15g de carboidrato, seja através de um sachê de glicose ou um copo de suco de laranja ou meio copo de refrigerante comum”.

Não podemos deixar de mencionar que pode ocorrer hipoglicemia por dose excessiva de insulina gerada por erro de administração ou de cálculo na aplicação de bolus, em alguns casos por omissão de refeição, pelo exercício físico e sono. “Muitas pessoas têm hipoglicemia noturna e na tentativa de controlar esse problema, optamos pelo uso de bombas de infusão de insulina, já que não se consegue controlar a glicemia”, explica Mônica Gabbay.

É muito importante esclarecer a ocorrência das hipoglicemias assintomáticas. “Pessoas com diabetes há muitos anos e que fizeram muitos quadros hipoglicemiantes acabam por perder a sensibilidade em perceber quando estão hipoglicêmicas. Isto ocorre devido às alterações hormonais. Na medida em que o indivíduo vai tendo mais hipoglicemias, ele não consegue liberar os hormônios contrarreguladores como a adrenalina e epinefrina, que sinalizam sintomas de fome, sudorese, taquicardia e que possibilitam à pessoa perceber que está com hipoglicemia e tomar providências para corrigir tal estado. Isto foi demonstrado em pacientes que convulsionaram e utilizavam sensor de monitorização contínua, onde foram constatados episódios hipoglicemiantes dois dias antes da ocorrência da convulsão e não foram sentidos pelo indivíduo”, declara a endocrinologista.

Por outro lado, há relatos de pessoas, que voltaram a fazer um bom controle da glicemia, e conseguiram reverter as glicemias assintomáticas. Dessa forma, nada melhor do que ter um médico de confiança que possa avaliar melhor seu tratamento e passar as orientações certas caso a caso.

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