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Confira a sarcopenia e seus riscos

Conheça mais uma complicação do diabetes!

Quanto mais estudamos, temos cada vez mais a sensação de que nada sabemos. O diabetes tem como complicações mais conhecidas: a nefropatia (lesões renais), a neuropatia (disfunções nervosas periféricas), a cetoacidose, retinopatia (perda da visão), entre outras.

Uma outra complicação é a chamada sarcopenia. Segundo a endocrinologista Vanessa Montanari, membro do conselho da ADJ Diabetes Brasil, é caracterizada pela “perda progressiva da massa, força e função muscular, mais comum relacionada ao envelhecimento. Ela ocorre com a diminuição da formação de proteínas corpóreas e a quebra destas, a redução da capacidade neuromuscular periférica, além de aumento de processos inflamatórios, favorecem esta condição clínica. Em pessoas da terceira idade com diabetes tipo 2, má nutrição e sedentarismo, pode agravar o quadro”.

A médica explica o motivo de ser mais comum em pessoas da terceira idade, “devido à má nutrição e ao sedentarismo principalmente. Em pessoas com diabetes tipo 2, isso é muito agravado por dietas restritas e sem sabores, pois a maioria também é hipertensa e alguns possuem insuficiência cardíaca, o que reduz muito o apetite e o desejo de se alimentar. A capacidade de mastigação também é comprometida nesta faixa etária, diminuindo drasticamente a ingestão de carne, que é a maior fonte de proteína alimentar”.

“Muitas doenças endocrinológicas de origem hormonal estão associadas com a sarcopenia nos idosos, tais como osteoporose, hipogonadismo masculino, hipertireoidismo, diabetes e também uma condição clínica chamada de obesidade sarcopênica, em que há um excesso de gordura com diminuição da massa muscular, piorando muito o quadro clínico de uma pessoa com diabetes tipo 2. Deve ser investigado e tratado por um médico endocrinologista. Estudos mostram que existe um maior declínio de massa muscular em idosos com diabetes, quando comparado a idosos sem esta patologia. Além disso, o diabetes descompensado provoca hiperglicemia, que aumenta o risco de sarcopenia e seu agravamento”, completa Vanessa.

Seus sintomas afetam a marcha, o equilíbrio e a capacidade global para executar tarefas do dia a dia. A pessoa se torna dependente de terceiros, além de ter redução de sua qualidade de vida e o aumento da morbimortalidade. É aquela pessoa que tem queda da própria altura sem nenhum fator ambiental provocador, aumentando muito o risco de fraturas ósseas nessa população idosa, principalmente se estiver associado à osteoporose.

O diagnóstico é relatado pela médica “diminuição da massa muscular (obrigatório); associado à redução de força muscular e de desempenho físico que pode ser medido por métodos simples, tais como a avaliação da marcha habitual e observação do levantar e caminhar deste paciente. Também podem ser utilizados exames de imagem que medem a massa muscular, tais como RNM, DEXA, Bioimpedância. São exames de alto custo, e a maioria não é coberta por planos de saúde e pelo SUS, são somente realizados em Hospitais de Alta Complexidade (nível terciário). A força muscular pode ser avaliada através de um dinamômetro digital”.

A prevenção pode ser sentida por meio de mudança de estilo de vida, com o aumento de exercício de força (musculação, Pilates), adequação da qualidade e quantidade da alimentação, com consequente melhoria da ingestão proteica.

De acordo com Dra. Vanessa Montanari, “para o tratamento da Sarcopenia, além da prática constante de exercícios físicos de força (resistido), e da alimentação adequada, podemos usar suplementos alimentares, tais como creatina, leucina e proteína hidrolisada (Whey Protein). Devemos tomar muito cuidado com suplementação que deve ser realizada na quantidade ideal, para cada idade, além disso existem algumas marcas de proteínas hidrolisadas no mercado, que não devem ser consumidas por pessoas com diabetes por apresentarem altos níveis de carboidratos”.

“A suplementação de Vitamina D é extremamente importante, pois seu déficit é muito comum. Estudos mostram a redução da força e do anabolismo muscular com a hipovitaminose D em idosos com diabetes, com o tempo, esse déficit se agrava, pois favorece a diminuição da secreção da insulina e aumento da degradação muscular. Em situações em que existem déficits hormonais (GH ou Testosterona) a reposição hormonal está indicada. Algumas drogas estão sendo desenvolvidas para sarcopenia, tais como agonistas seletivos para o receptor de testosterona nos músculos, e os antagonistas da mioestatina. Além do óbvio melhor controle glicêmico e de outras doenças de base”, completa.

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