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Conheça o trabalho de Betsy Rodriguez em melhorar o acesso à educação de diabetes de minorias nos Estados Unidos

Lutando pelas Minorias

Betsy

Betsy Rodriguez, nascida em Porto Rico, graduada em Enfermagem, especialista Clínica e em Educação e Administração, com mestrado em Ciências e Educadora em Diabetes, é a personalidade em foco do nosso Portal. Leia atentamente a sua história e tenho certeza de que ficará apaixonado pela sua causa.

Betsy nos contou que entrou no “mundo da educação em diabetes”, quando sua filha foi diagnosticada com diabetes mellitus tipo 1 com oito anos de idade, atualmente, tem 36 anos. A porto-riquenha foi criada no povoado de Villalba e em 2000 se mudou para os Estados Unidos da América.

Atualmente trabalha no Centro para o Controle e Prevenção de Enfermidades na Divisão de Diabetes e resolveu dar enfoque ao seu trabalho com hispanos e latinos, devido às minorias raciais nos Estados Unidos terem a pior qualidade de vida. Assim, ela explica “Para começar, os latinos neste país estão divididos por suas origens nacionais distintas. Entre os 55 milhões de hispanos que formam os 17% da população total do país, o grupo predominante está representado pelos mexicanos, que representam 63% de toda a comunidade hispânica, seguidos pelos porto-riquenhos, salvadorenhos e cubanos. Em menor proporção, temos os dominicanos e os guatemaltecos. Toda essa população é a que tem trabalhos mais duros, é mais pobre, tem menor acesso à educação e serviços sanitários e encontrei neles, a minha missão em ajudar”.

“Também tenho diabetes e essa doença crônica representa um sério problema de saúde. O aumento de sua incidência e prevalência, seu caráter complexo e a severidade dos impactos econômicos, sanitários e psicossociais que gera legitimam a importância de refletir sobre os seus efeitos, iniciando pelo espaço individual e social mais imediato às pessoas que vivem com esta enfermidade. Em qualquer momento na vida, todos temos certas expectativas em relação à qualidade de vida. Entretanto, quando se apresenta uma doença crônica que a limite ou a impeça de realizar as atividades cotidianas habituais é hora de refletir sobre as mudanças no estilo de vida como alimentação e atividade física e aderir ao tratamento medicamentoso. Para que isso ocorra, temos de contar com ajuda especializada de profissionais gabaritados, o paciente e sua família. Além disso, é indispensável desenvolver e fortalecer: a empatia, a responsabilidade, a cooperação e a comunicação entre todos os envolvidos. Se algum dos participantes causa uma ruptura, todos seremos afetados. É muito importante contar com o apoio familiar, de amigos e das pessoas no local de trabalho”, enfatiza a ativista.

Sempre trabalhei e continuarei trabalhando em favor das minorias na melhoria do acesso à educação sobre o diabetes. Não pouparei esforços para que isso ocorra, o céu é o limite!

“Acostumar a viver com o diabetes pode ser um desafio, tanto no momento em que se recebe o diagnóstico, como no passar dos anos. Com o tempo, as injeções e medicações acabam se tornando algo simples como tomar banho ou escovar os dentes, ou seja, uma rotina cotidiana a mais para se manter são. Algumas pessoas até chegam a se sentir orgulhosas por executar com disciplina tudo o que é necessário para o controle da doença. Não devemos esquecer que a vida é bela e vale a pena vive-la ainda que tenhamos diabetes! ”, finaliza Betsy Rodriguez.

 

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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