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Dicas de como reconhecer um bom profissional de saúde

Conheça os fatores, que interferem no tratamento do diabetes, e como identificar bons profissionais para o sucesso do controle glicêmico!

A Associação Americana de Diabetes publicou um artigo no Diabetes Journal recentemente sobre os fatores complexos ambientais, sociais, comportamentais e emocionais que influenciam as pessoas que vivem com diabetes tipo 1 e 2(http://care.diabetesjournals.org/content/39/12/2126).

Os indivíduos com diabetes e suas famílias são desafiados com questões complexas, multifacetadas quando o diabetes integra a atenção na vida diária. É essencial promover a sensibilização dos médicos para o tratamento ideal e bem-estar psicológico, centrado no paciente, que incluem a angústia do diabetes, depressão, ansiedade e distúrbios alimentares. O artigo enfatiza que a gestão da diabetes é mais bem sucedida quando o estilo de vida e estado emocional são integrados aos cuidados com diabetes.

Para refletirmos sobre os aspectos psicológicos mais importantes, o Portal De Bem com a Vida pinçou os mais relevantes:

  • No momento do diagnóstico e durante a rotina de cuidados, o profissional de saúde deve avaliar questões psicossociais e tensões familiares, que poderiam impactar a gestão do diabetes e fornecer encaminhamentos adequados.
  • Os profissionais de saúde devem monitorar mais de perto os jovens e seus pais/cuidadores para que possam ter relações melhores e ajudem no desempenho escolar, afim de que tenham uma avaliação mais aprofundada de como lidam com o diabetes.
  • Os profissionais de saúde devem incentivar o envolvimento da família ao desenvolvimento das tarefas de gestão do diabetes para crianças e adolescentes, reconhecendo que a transferência prematura de cuidados com diabetes para a criança pode resultar em comportamentos de autogestão ruins e prejudicar a gestão da glicemia.
  • A inclusão de crianças no comprometimento do tratamento do diabetes deve ser realizada a partir do momento em que tiverem um desenvolvimento cognitivo, que refletirá na compreensão da condição junto com as consequências.
  • Os adolescentes podem ter acompanhamento com os profissionais de saúde sem a presença dos pais a partir dos 12 anos.
  • Monitorar o apoio dos pais e cuidadores, além de incentivar o apoio instrumental (por exemplo, acesso aos insumos e medicamentos) e auxiliar a tomada de decisão colaborativa entre os cuidadores são medidas primordiais.

Além disso, o artigo enfatiza de que cada pessoa tem uma necessidade diferente precisam ser atendidas de forma personalizada. Para isso, é essencial ter uma atenção integral planejada para todas as pessoas com diabetes.

Os médicos precisam ser incentivados a avaliar as circunstâncias emocionais de saúde e de vida do paciente durante a primeira consulta, e a realizar avaliações necessárias nas consultas subsequentes, mesmo que o paciente não relate quaisquer problemas. As necessidades individuais do paciente, valores e estágio de vida devem ser considerados ao decidir as ferramentas apropriadas e encaminhamentos psicossociais.

Por isso, se você olhar para esta lista e perceber que não está sendo bem atendido pelos profissionais de saúde, busque outros médicos ou equipe multidisciplinar! A saúde é um direito de todos!

Cropped shot of an adorable young girl with her pediatrician

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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