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Conheça todas as vantagens ao consumidor o chá de camomila aqui!

 Camomila – um potente fitoterápico?

Estudos acadêmicos tentam mostrar incontáveis efeitos benéficos da camomila, ingerida na forma de chá, como potente efeito anti-inflamatório e analgésico, relaxante muscular, auxiliar no tratamento da insônia, eficiente ação antibacteriana e estimulante do sistema imune, atuando no controle glicêmico e no elixir da longevidade.

De fato, a camomila é uma das plantas medicinais mais antigas no interesse médico. Para descobrir o seu potencial farmacológico, já atestado pelo “Pai da Homeopatia”, Samuel Hahnemann, em 1796, onde a planta, macerada e infinitamente diluída e dinamizada, despertou propriedades farmacológicas admiráveis. Desde então vem sendo utilizada pela ciência da observação para uma infinidade de afecções.

camomila

Para atualizar nosso leitor o que a ciência vem estudando, convidamos a nutricionista Clarissa Fujiwara para dar o seu parecer sobre os efeitos do fitoterápico.

“Apesar do popular consumo do chá de camomila, ainda não é possível afirmar que a sua ingestão seja capaz de tratar esse amplo leque de condições e os mecanismos de ação ainda necessitam ser elucidados. Alguns estudos conduzidos em animais demonstram que a camomila pode reduzir o processo inflamatório, reduzindo o tempo de cicatrização, redução de espasmos musculares e leve ação sedativa. Adicionalmente, em estudos in vitro foi observado que ela poderia ter ação antibiótica, antifúngica e antiviral. Por fim, são escassos os estudos para tentar reproduzir estes efeitos em seres humanos para se estabelecer estas afirmações”.

No estudo: http://www.utmb.edu/newsroom/article10480.aspx, em que os autores declaram que houve diminuição em 29% do risco de morte nas mulheres, que tomaram camomila, em relação às não usuárias. Este mesmo efeito não foi constatado em homens, Clarissa assim esclarece: “Apesar de abrir caminho para a descoberta de potenciais princípios ativos que possam beneficiar a saúde e contribuir para a longevidade, é importante ressaltar que, mesmo com os cuidados relacionados aos procedimentos estatísticos dos pesquisadores, as correlações encontradas não provam que a causa da menor mortalidade seja unicamente atribuída à camomila”.

Não há propriamente um consenso quanto à quantidade do consumo do chá de camomila. De forma geral, pode ser preparado na proporção de uma xícara de chá de água quente para duas ou três colheres (chá) da erva, deixando em infusão por 10 minutos e, para adultos, consumir de três a quatro xícaras (chá) por dia, no intervalo das refeições.

A ciência também tem estudado o potente fitoterápico na eficácia do tratamento da hiperglicemia e Clarissa assim relata “Em pesquisa divulgada na revista Journal of Agricultural and Food Chemistry foi sugerido que o consumo de camomila pode de alguma forma retardar o progresso da hiperglicemia e complicações diabéticas.  Grupos de pesquisa do Japão e do Reino Unido conduziram estudo em que foi acrescido extrato da erva às dietas de camundongos diabéticos durante três semanas em comparação ao grupo de camundongos também diabéticos, porém sob dieta sem adição de camomila. O nível de glicose no sangue dos animais, que ingeriram o fitoterápico foi significativamente menor do que o dos ratos no grupo de controle”.

“A camomila também inibiu duas enzimas ALR2 e sorbitol, ambas as quais têm um papel importante no desenvolvimento de complicações relacionadas ao diabetes, tais como a neuropatia diabética, retinopatia e nefropatia. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de um novo medicamento derivado da camomila para o tratamento do diabetes”, declara a nutricionista.

Clarissa Fujiwara também comenta o estudo publicado no Nutrition de pesquisadores da Universidade de Tabriz de Ciências Médicas, que associou o consumo de camomila ao controle glicêmico. “O estudo envolveu 64 indivíduos (homens e mulheres) com diabetes e idade entre 30 a 60 anos. Durante o período de seguimento de oito semanas, metade dos participantes recebeu água após cada refeição, enquanto que os demais beberam chá de camomila. A todos os participantes foram avaliadas informações sobre os hábitos alimentares, medidas corporais e exames de sangue. Ao final do período de estudo, os indivíduos que consumiram o chá apresentaram diminuição de açúcar no sangue e parâmetros de atividade antioxidante mais elevado em comparação àqueles que consumiram somente água. Adicionalmente, os níveis de insulina e hemoglobina glicada também diminuíram no intervalo e os autores sugerem que o fator chave para este efeito, decorra do fato da camomila apresentar um composto antioxidante chamado quercetina, que pode ter um impacto sobre as enzimas específicas que fazem parte da cascata de controle da glicemia”.

“Vale ressaltar, que os resultados deste estudo derivam de uma amostra pequena e conduzidos por curto período de tempo. Mais investigações são necessárias para explorar e confirmar estes achados”, alerta a nutricionista.

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