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Consuma as Vitaminas na Medida Certa

Nosso organismo necessita delas, mas estabelece limites. Se os ultrapassarmos, as vitaminas poderão se tornar grandes vilãs, lesando nossa saúde!

Vitaminas são micronutrientes importantes no processo do metabolismo dos carboidratos, lipídeos e proteínas não sintetizadas em quantidades suficientes ou não produzidas pelo organismo humano e estão presentes nos diversos alimentos, que consumimos, para equilibrar as funções vitais.

Vale destacar que as vitaminas consumidas em excesso ou a ausências das mesmas podem levar ao desenvolvimento de graves doenças. Portanto, o seu consumo varia de acordo com a idade, sexo, estado de saúde e atividade física do indivíduo. Gestantes e lactantes, crianças na fase de crescimento ou pessoas debilitadas necessitam maior atenção na alimentação para que haja maior ingestão delas.

As vitaminas são classificadas apenas por suas solubilidades e não pelas funções que exercem. Cada uma é responsável por uma ou mais funções específicas, independentemente do grupo a que pertencem. Assim, temos as lipossolúveis (solúveis em gorduras) como as vitaminas A, D, K, armazenadas no fígado e a E, distribuída para todos os tecidos de gordura do corpo. As substâncias lipossolúveis não são facilmente excretadas pelo organismo e tendem a se acumular provocando intoxicação, se ingeridas em excesso.

vitaminas

Outro grupo é o das hidrossolúveis, ou solúveis em água, como as vitaminas C e as do complexo B (B1, B2, B3, B5, B6, B7 e B12), que permanecem no organismo por pequeno período de tempo antes de serem excretadas pelos rins e, por essa razão, devem ser ingeridas diariamente. A B12 permanece armazenada no fígado.

Antes de tudo, que fique claro: na dose certa, as vitaminas não oferecem perigo se forem ingeridas na alimentação de forma equilibrada. Porém, a tendência mundial é substitui-las por vários comprimidos ao dia – as chamadas vitaminas de frasco ou suplementos vitamínicos. No mundo todo, a venda chega a US$ 76 bilhões, maior do que mercados tradicionais como os de perfume e remédios para resfriados. É uma indústria que colou no crescimento da economia, graças a uma regra fácil de entender: quem ganha mais dinheiro, investe mais no próprio corpo. É por isso que a venda de suplementos cresce no mundo – 6% entre 2007 e 2008, mas principalmente nos países em desenvolvimento. No Brasil, aumentou 20% entre 2007 e 2008. Na China, 9%.*

A explicação para o consumo excessivo de vitaminas começou na década de 1960 com o conselho do químico Linus Pauling, vencedor de dois Prêmios Nobel, onde ele defendeu a ideia de que vitaminas poderiam prevenir contra doenças como câncer, problemas cardiovasculares e até mesmo o envelhecimento. Em 1970, ele lançou o livro A Vitamina C e o Resfriado Comum, no qual apresentou a ideia de que a vitamina C evitaria resfriado. Foi assim que a atenção recaiu sobre os suplementos vitamínicos, que já eram comercializados em farmácias desde a década de 1930, quando as vitaminas começaram a ser sintetizadas artificialmente.

Apesar de há muito tempo se acreditar que estas substâncias auxiliam o organismo a se proteger de vírus e bactérias, as vitaminas participam diretamente da cadeia de reações metabólicas e ajudam a controlar o processo da construção tecidual.

“Os estudos da incidência de doenças infecciosas realizados para demonstrar algum efeito, não conseguiram mostrar uma diferença significativa consistente entre os grupos que tomaram vitaminas e os que não as utilizaram. Um grande número de estudos mostra que na verdade, a ingestão do excesso de vitaminas e antioxidantes foi prejudicial. Uma possível explicação para tal fato é que a produção de radicais livres oxidantes é um dos meios pelos quais o sistema imune ataca os microrganismos e células cancerosas e, ao neutralizá-los, favorece a instalação daqueles agentes nocivos”, esclarece Dr. Eduardo Finger, clínico geral e coordenador do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do Salomão Zoppi Diagnósticos.

Pessoas saudáveis devem obter vitaminas da dieta, dessa forma seriam minimizados os riscos de deficiência vitamínica e os de excesso de nutrientes.

Na hora de buscar por vitaminas, dizem os especialistas, o importante não é escolher entre o prato e os suplementos – é procurar ajuda de um médico. Só ele poderá diagnosticar o seu problema e prescreverá o medicamento certo na dose certa.

* Vitamins and Minerals
Meier J. Stampfer, Harvard Health Publications, 2008.

*The Vitamins
Gerald F. Combs Jr., Elsevier Academic Press, 2008.

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