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Dança do Ventre II

Dança do Ventre e seus benefícios às praticantes

Dança do Ventre I

Quem já não assistiu às novelas, que têm como cenário a cultura árabe e sempre há cenas em que os atores se envolvem com a dança do ventre? Esta prática surgiu entre 7.000 e 5.000 a.C entre o Oriente Médio e a Ásia Meridional. Ela foi criada com o objetivo de preparar as mulheres através de ritos religiosos, dedicados a deusas para se tornarem mães.

Os movimentos, que imitam a sinuosidade de uma serpente, são compostos por vibrações, ondulações e rotações, que envolvem o corpo como um todo. Para falar mais sobre isso, entrevistamos a enfermeira Lilian Sabo, de 23 anos, 19 deles com diabetes tipo 1, praticante, desde abril deste ano.

Ela vai às aulas uma vez por semana e esta tem duração de uma hora. “Sempre gostei da dança do ventre. Quando era mais nova, entrei em um projeto das escolas públicas, que ensinava a dança do ventre, mas infelizmente não durou por muito tempo. A prática tem contração abdominal, para conseguir dar sincronia aos movimentos. Quando não há contração no abdômen, a dança perde o charme e deixa de ser algo atraente para quem vê, porque através dessa contração é que surge e emite força para o movimento dos membros inferiores”, conta Lilian.

Entre os benefícios encontrados por Lilian, estão, “mexe com o corpo inteiro, é um trabalho desde os pés até a cabeça, seja nas tremidas, nos andares e até mesmo nos jogos de lenços. Exige bastante força do corpo e principalmente do abdômen, temos de contraí-lo o tempo todo para o movimento ser completo, deixando a dança ainda mais linda. A maior dificuldade é manter o equilíbrio dos braços junto com os movimentos do corpo. É uma atividade da qual me livra do estresse, do cansaço e me faz sentir uma pessoa grande, poderosa, admirável e bonita. Sinto uma grande sensação de prazer”.

Com relação à glicemia, a enfermeira conta “na verdade eu só injeto menos insulina, quando verifico a taxa de açúcar e vejo que está abaixo de 130mg/dl, pois sei que se eu injetar o valor normal, a possibilidade de eu ter hipoglicemias é enorme e, dependendo da programação da aula, já consigo saber se a queima de carboidratos será maior ou menor do que o normal. Geralmente aulas, em que treino as tremidas de quadris, são as mais propícias para reduzir até duas unidades de insulina rápida para evitar hipos”.

Mas para praticar, Lilian tem alguns cuidados. “Verifico a glicemia antes e após as aulas, se começo sentir alguns sintomas de hipo ou hiper durante a aula, faço a automonitorização e corrijo a hipoglicemia. Caso aconteça uma hiperglicemia, às vezes opto por não terminar a aula e vou para casa fazer a correção. Com relação à vestimenta, não são exigidas roupas específicas, apenas que sejam confortáveis e que me permitam realizar movimentos com as pernas com mais liberdade”.

Com relação às expectativas com a prática, Lilian relata “aprender a dominar o corpo todo com as batidas da música e até mesmo perder um pouco a timidez com o público já são maravilhosas vantagens, além de ser uma atividade, que mexe com o corpo inteiro e ajuda a manter meu controle glicêmico. É uma dança, onde você explora toda a sensualidade feminina, aumenta muito a autoestima de qualquer mulher e que é um tipo de atividade física muito gostosa de ser feita. Recomendo vivamente a todas as mulheres”.  Fica a dica!

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