Dança do ventre

Movimentos da dança do ventre proporcionam bem-estar e felicidade

Dança do Ventre IIO intercâmbio de informações, experiências e conhecimentos sempre existiu entre os continentes. No Brasil, essa troca começou com a chegada dos portugueses, espanhóis, italianos…e se intensificou após a criação da internet.

A cultura de outros países também foi difundida e absorvida pelo Brasil, país aberto a novas experiências e costumes. Uma modalidade de dança que foi trazida pela mestra síria Shahrazad e amplamente propagada na década de 1990 pela novela O Clone, da Rede Globo de Televisão, foi a dança do ventre.

Mesmo com o término da novela, a dança continuou a ter destaque na nossa cultura e a ser ensinada e praticada em diversas escolas e espaços dedicados à prática. A origem da dança remonta do Oriente Médio e da Ásia Meridional, datada entre 7.000 e 5.000 a.C. Tinha o objetivo de preparar a mulher por meio de ritos religiosos dedicados a deusas para se tornarem mães. Com a invasão dos árabes, a dança foi difundida por todo o mundo.

A prática despertou o interesse de Aline Bento do Nascimento, auxiliar de administração, com 24 anos, 10 deles com diabetes tipo1. “Essa dança sempre chamou a minha atenção, tinha uma áura de mistério. Quando o médico me disse que precisava praticar uma atividade física, quando tinha 15 anos, despertou o meu interesse em procurar mais informações sobre dança do ventre. Fui a uma escola de dança e fiz uma aula experimental. Me apaixonei. Desde então, conheci todas as histórias, origem e curti cada vez mais saber de onde vem cada movimento”.

A dança do ventre é composta por uma série de movimentos, impactos, ondulações e rotações que envolvem o corpo como um todo. No Brasil, ganhou aspectos sensuais, exóticos, tem se revelado ousado e comunicativo, mais rico no repertório de movimentos.

Aline explica a prática: “a aula começa com um alongamento. A professora introduz movimentos para soltar o quadril, a fim de ter mais consciência e percepção corporal. Em especial, a dança trabalha a auto-estima, o amor próprio. Pratico para me sentir bem”.

As vantagens não param por aí: “depois que comecei a fazer as aulas, tive mais consciência corporal, flexibilidade, força nos músculos e perdi alguns quilos. Assim, as taxas de glicemia melhoraram muito e ganhei a sensação de bem-estar. Faço apresentenções da minha prática desde 2008. É a melhor coisa da minha vida, pois as pessoas demonstram admirarem seu talento, quando consegue transmitir emoção para os espectadores”.

A praticante explica o que é necessário para as aulas, “devemos usar calçalegging, pois a professora precisa analisar o posicionamento do quadril, otoppara que possa observar o movimento dos membros superiores e o lenço com moedinhas que simulam o peso da roupa de apresentação para que se adapte quando for dançar”.

Outra procupação importante de Aline é  se alimentar antes de cada aula com fruta, barrinha de cereal ou suco e levar sachês de glicose no caso de ter uma hipoglicemia, episódio que já teve durante a prática.

Além da dança do ventre, Aline também faz dança contemporânea, pilates, musculação e natação. “Sou muito ativa aliando essas modalidades. Tomo cuidado para não ter hipoglicemia. Quando realizo uma atividade intensa, reduzo a insulina de ação rápida, como antes da atividade, monitoro a taxa de açúcar no sangue e, se a glicemia começa a cair, já bebo um suco natural”.

Assim, Aline nos deixa uma mensagem, “eu me sinto amada, completa, feliz quando estou dançando. Parece que consigo dizer com a linguagem corporal o que não consigo dizer com palavras. A dança me deixa feliz quando estou triste, calma quando estou com problemas. Acho que todo mundo tem uma atividade que se identifica. Cabe a cada um procurar, porque, para o diabetes, o exercício físico é uma ferramenta poderosa”.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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