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Diabetes pode ocasionar a chamada Boca Seca! O que devo fazer para diminuir o desconforto?

Você tem a chamada boca seca? Confira matéria aqui!

A boca seca é também conhecida como Xerostomia (xeros = seco e stoma = boca). É um sintoma que pode ou não estar relacionado à falta de saliva. Na realidade, o termo é usado para designar a sensação de boca seca, porém sem uma real diminuição na produção de saliva e os termos hipossalivação ou hipossialia, quando há uma real diminuição na produção salivar comprovada pelo teste de sialometria, que avalia a produção salivar quantitativa e qualitativamente. Em condições normais um indivíduo produz cerca de um litro a um litro e meio de saliva por dia.

Secretada pelas glândulas salivares, além de água, a saliva contém enzimas, responsáveis pelo início da digestão dos alimentos, minerais, aminoácidos e substâncias, que protegem o organismo contra a invasão de vírus e controlam a proliferação de bactérias.

Segundo a Dra. Eliana Pirolo, cirurgiã dentista, “as causas que levam à xerostomia são fatores que desidratam a boca e ressecam a mucosa bucal, tais como a respiração bucal, o ronco e o hábito de utilizar excessivamente a fala, muito comum nos oradores e professores, uso de bebidas alcoólicas e fumo”.

“As causas da hipossalivação, ou seja, aquelas decorrentes da real diminuição na produção salivar são devido ao estresse excessivo e prolongado, doenças como a Síndrome de Sjögren, diabetes mellitus, doenças das glândulas salivares resultantes da radioterapia de cabeça e pescoço e frequentemente associadas à ingestão de medicamentos que diminuem a secreção salivar como os antidepressivos, antialérgicos, tranquilizantes, diuréticos e anti-hipertensivos”, completa a dentista.

“Algumas doenças como as reumatológicas, autoimune como a Síndrome de Sjögren, estresse, diabetes, depressão, alterações hormonais têm estreita relação com a boca seca. Esta patologia é muito comum no diabetes devido à poliúria, caracterizada pelo ato de urinar muito. O que se pode fazer para evitar a boca seca neste caso é aumentar a ingestão de água, mas o médico poderá avaliar a necessidade da troca dos medicamentos, dependendo da gravidade deste efeito colateral”, de acordo com a Dra. Eliana.

Os sinais e sintomas mais frequentes tanto da xerostomia quanto da hipossalivação são os seguintes: dificuldade para falar e engolir, lábios secos e rachados, sensação de ardência na mucosa bucal, gengivas e língua que, apresenta-se vermelha e com saburra (aderência da placa bacteriana formada), mau hálito, aumento do número de cáries, tendo em vista a falta da saliva que funciona como um protetor e isolante, podendo também propiciar aumento de doenças gengivais e periodontais.

“O tratamento vai depender da causa do distúrbio, mas alguns princípios básicos são recomendados, qualquer que seja o caso. É importante ingerir dois litros de água por dia, realizar uma higiene oral adequada, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos condimentados e não fumar. Evitar bebidas com cafeína como café, chás e determinados refrigerantes e mascar chicletes sem açúcar para estimular o fluxo salivar. Existem ainda alguns alimentos que têm o poder de aumentar a salivação, como frutas cítricas e vegetais verdes escuros”, adiciona a dentista.

Por outro lado, pode ocorrer o aumento da salivação, especialmente diante de alimentos gostosos. Isso acontece porque o cheiro da comida, ao entrar pelo nariz, chega também aos neurônios, que transmitem uma mensagem para o cérebro. Dessa maneira, o sistema autônomo é ativado, estimulando o sistema digestivo, que espera a refeição. Com isso, o estômago começa a produzir o suco gástrico e as glândulas salivares aumentam a produção de saliva.

Quando necessário, é possível recorrer ao uso de uma solução enzimática que pode ser aplicada duas ou mais vezes por dia.

A prevenção baseia-se em evitar todos os agentes agressores, que possam levar à xerostomia, ou seja, caso o indivíduo seja respirador bucal, procure um médico otorrinolaringologista para que ele avalie o problema, fazendo a requisição de exames que indiquem a causa da obstrução nasal, seja hipertrofia de cornetos, desvio do septo nasal, hipertrofia de adenoides e amígdalas. Descobrindo a causa, o tratamento irá corrigir a respiração bucal que passará a ser nasal e o distúrbio do sono (ronco). Além disso, evite alimentos e hábitos nocivos que propiciem a patologia (já citados na questão anterior).

“O uso de enxaguatórios bucais é importante como auxiliares na higiene bucal, ajudando a eliminar a placa bacteriana aderida e propiciando um hálito refrescante”, explica Dra. Eliana.  Um destes produtos é o enxaguatório da BioXtra que alivia rapidamente o desconforto, proporciona hidratação e ajuda a proteger contra cáries, placa bacteriana e doenças gengivais. Mais informações podem ser acessadas em: http://bioxtra.com.br/

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