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Dicas de como reduzir as complicações agudas em diversas situações!

Complicações agudas associadas ao Diabetes – Parte II

Drª. Mônica Gabbay*

A ocorrência de casos de hiperglicemia em crianças com diabetes após festinhas de aniversário é muito frequente. Oriento os pais que não sejam vilões fiscalizando seus filhos para abolir todo e qualquer tipo de guloseima. Apesar de tentar mantê-las longe dos doces e salgadinhos, que aliás não são nada saudáveis, procuro aconselhar na adoção de medidas que façam com que a criança seja inserida neste evento social de maneira tranquila e segura, desfrutando dos prazeres que tanto merecem.

Portanto, para evitar hiperglicemias, aqui vai uma dica: selecione os alimentos que mais agradam ao seu filho colocando-os em um pratinho. Faça a contagem dos carboidratos, levando em conta que em média 5g devem ser somados a cada salgado e doce pequeno e divida-os em dois momentos. Ofereça de quatro a cinco dos itens escolhidos e aplique a insulina segundo essa pequena refeição. Normalmente, depois de ingeri-la, a criança irá brincar e após uma hora, ela poderá comer a outra metade selecionada, não esquecendo de aplicar insulina novamente.

Em situações em que a hiperglicemia não consegue ser controlada, é importante fazer uma checagem na bomba de infusão de insulina para verificar se o desequilíbrio apresentado é decorrente de um problema mecânico ou o resultado de uma falha na dose de insulina aplicada. Neste caso em específico, sempre utilize insulina em caneta para aplicar o bolus da próxima vez. Dessa forma é possível detectar a origem do transtorno.

Quanto à hiperglicemia associada à cetoacidose, esta é reconhecida pelo vômito, pelo hálito cetônico, semelhante à maçã azeda. Dessa forma, estes sintomas podem ser sentidos e uma atitude deve ser tomada para que o paciente não persista com glicemia maior que 250 mg/dl a 300mg/dl, o correto seria medir a cetona no sangue (cetonemia) e se esta estiver aumentada e forem realizadas todas as manobras para controlar a glicemia sem resultados satisfatórios, aí devemos procurar ajuda hospitalar.

Quanto às complicações agudas associadas ao diabetes tipo 1 e tipo 2, pode-se dizer que se apresentam de forma diferente. As pessoas com diabetes tipo 2 dificilmente são acometidas por hipoglicemias graves, podendo ocorrer raramente nas de tipo 2 insulinizadas e nas idosas tipo 2 insulinizadas, mas são habitualmente menos frequentes e mais fáceis de corrigir com a alimentação e recuperação.

A cetoacidose não é comum no diabetes tipo 2 e sim um quadro chamado estado hiperosmolar, onde as glicemias são constatadas entre 800 e 1000 mg/dl, mas sem a presença de cetonas.

De tudo o que foi exposto, talvez o mais importante a mencionar é que o fator primordial para prevenir hipoglicemia é Educação.

Educação no sentido de informar aos pacientes e a população em geral como monitorar a glicemia, como corrigir hipoglicemias, lembrando que antes da atividade física, deve-se diminuir a insulina bolus e diminuir também a quantidade de insulina basal análogo, geralmente a dose total de insulina basal deve situar-se patamar entre 30% a 50% do total, o restante deve-se trabalhar com insulina ultrarrápida.

E por fim, se todos os recursos já foram esgotados e a pessoa continua fazendo quadros hipoglicêmicos, investigar a possibilidade da existência de doenças, que favoreçam o desencadear de hipoglicemias, como a doença celíaca (causada pela intolerância ao glúten) encontrada em 5%-8 % dos pacientes diabéticos tipo 1 e a doença de Addison (caracterizada por baixa produção de cortisol pelas glândulas adrenais) em 1% destes pacientes.

*Drª Mônica Gabbay é médica endocrinologista pediátrica

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