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Endorfinas são nossas aliadas! Entenda como!

Mexa-se e libere Endorfinas

Endorfina é um neuro-hormônio produzido pelo próprio organismo na glândula hipófise e liberado para o sangue juntamente com outros hormônios como o GH (hormônio de crescimento) e o ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) que estimula a produção de adrenalina e cortisol. Sua denominação se origina das palavras endo (interno) e morfina (analgésico). A dificuldade da coleta na região de sua produção explica muito das controvérsias a seu respeito. Existem aproximadamente 20 tipos de endorfinas que agem no nosso organismo.

A endorfina tem uma potente ação analgésica e, ao ser liberada, diminui a dor, estimula a sensação de bem-estar, conforto, melhora o estado de humor e alegria, podendo até mesmo inibir o estresse. “Acredita-se que os seus efeitos podem ser aproveitados por até 72 horas após sua liberação, oriundos de um trabalho de exercícios de endurance (longa duração, como uma maratona) ”, alerta o educador físico Marcelo Chiorboli.

“Estudos recentes apontam que a endorfina pode agir tanto sobre as áreas cerebrais responsáveis pela modulação da dor, do humor, depressão, ansiedade, como pela melhora da memória e concentração, pelo aumento da resistência muscular e imunológica, promove o bloqueio das lesões dos vasos sanguíneos, tem efeito antienvelhecimento, pela remoção dos radicais livres e atua no desempenho sexual”, enfatiza Marcelo.

Trabalhos acadêmicos mostram que não somente a atividade física faz com que a endorfina seja liberada na corrente sanguínea, mas também o consumo de chocolate e pimenta promovem a sua liberação. “Chocolates contêm anandamina, substância responsável por despertar a sensação de prazer e a pimenta, graças a piperina e a capsaicina, ambas com propriedades termogênicas, estimulam a produção de endorfina. O ginseng e o aroma de baunilha também potencializam a liberação do hormônio com propriedades analgésicas no organismo”, esclarece Chiorboli.

Está comprovado que a concentração de endorfina no sangue depende da intensidade e duração do exercício; concentração está relacionada geralmente com exercícios que tenham intensidade de moderada a forte, em torno de 60% a 70% do VO2 Max ou exercícios de longa duração (endurance). Exercício realizado de forma leve, ou seja, abaixo de 60% do VO2 ou de curta duração podem não ser suficientes para estimular a produção do hormônio.

Em contrapartida, “não há estudos precisos que comprovem que a endorfina causa dependência, apenas relatos de que a falta da prática de atividade física regular por alguns períodos em indivíduos treinados, possa deixar o nível do hormônio baixo, promovendo mau humor, estresse e casos de irritabilidade”, explica o preparador físico Marcelo Chiorboli.

Em experiências realizadas em ratos foi encontrado um aumento significativo nas concentrações cerebrais de endorfina e consequentemente um aumento no limiar da dor após um exercício prolongado de intensidade moderada, fato que “comprova o efeito analgésico generalizado ou localizado no pós- treino principalmente”, afirma Marcelo.

Estudos acadêmicos mostram a importância dos exercícios físicos na secreção de alguns hormônios e como estes podem interferir nos componentes da síndrome metabólica. São eles: o hormônio do crescimento (GH), as catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), o glucagon, a insulina, a endorfina e, em alguns casos a leptina.

O hormônio de crescimento (GH), além de ser um potente agente anabólico, estimula diretamente a lipólise. Portanto, praticar exercícios regularmente favorecendo o aumento de sua secreção, pode contribuir para diminuir a obesidade, que é um dos componentes da síndrome metabólica.

Os níveis plasmáticos de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) aumentam de forma diferenciada durante o exercício, de forma que a ação conjunta desses dois hormônios promove o aumento da taxa metabólica, a liberação de glicose e de ácidos graxos livres no sangue, sendo que o gasto energético é positivo no combate à obesidade.

No exercício, à medida que os níveis plasmáticos de glicose no sangue vão diminuindo, ocorre estimulação da glicogenólise hepática pelo aumento gradual da concentração plasmática de glucagon. Portanto, o efeito do exercício na concentração de insulina é o contrário do que ocorre com o glucagon, estando suas concentrações diminuídas no período de atividade. Os fatores que podem levar à diminuição da insulina são: o aumento da velocidade de transporte da glicose para dentro das células musculares, a ação das catecolaminas e a liberação de glucagon. Desta forma, o exercício se torna importante para facilitar a captação de glicose e diminuir os níveis de insulina, sendo positivo para pessoas com diabetes.

As endorfinas são um tipo de opióide liberado durante o exercício; elas estão relacionadas com a maior tolerância a dor, com o controle do apetite, diminuição da ansiedade, além de importantes antioxidantes, fato de suma importância aos indivíduos com diabetes, tendo em vista que os fenômenos oxidativos estão mais presentes e ocorrem com maior velocidade em relação às pessoas que não têm diabetes.

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