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Entenda a disciplina e a vontade de vencer de Matheus Santana!

O céu é o limite! Conheça a vida de um atleta com índice olímpico

Meu treino começa às 9h, então antes de tomar café, faço uma automonitorização. Antes de cair na água, faço outra medição da glicemia. Caso precise ser corrigido, eu sempre carrego a insulina comigo, tomo e depois volto para o treino. Em seguida, faço novamente a medição e assim vai durante todo o dia. É muito importante ter um padrão, e não ter uma grande variabilidade glicêmica. A minha glicemia sempre fica entre 120mg/dl e 140mg/dl, então qualquer coisa fora disso eu paro para fazer a correção”. Para quem não identificou o autor deste depoimento e a pessoa na foto é o Matheus Santana, com 19 anos, 8 deles com diabetes, com índice olímpico para os 100m livres e em busca de índices para os 50m e 200m livres e para os revezamentos de natação.

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Muitas vezes as pessoas leem este depoimento e ficam espantadas. Como uma pessoa com diagnóstico de diabetes, pode ser um atleta olímpico? Matheus tem a resposta: ”Na época em que descobri o diabetes, como era ainda muito novo, não tinha muita a noção do que aquilo representava. Mas como eu sempre fui um cara tranquilo, passei a seguir as recomendações médicas e toquei a vida sem problema. Nunca precisei de acompanhamento psicológico para superar, encarei tudo naturalmente. Apenas passei a tomar alguns cuidados que todas as pessoas, que apresentam diabetes precisam fazer”.

Para se alimentar, Matheus tem uma dieta mais rígida “faço um pouco diferente a contagem de carboidrato. Como sou atleta, meu cardápio já vem prescrito, então já vem a quantidade certa de carboidrato que eu preciso e estou ingerindo, então isso facilita a aplicação de insulina. Com relação aos treinos, são de segunda a sábado em dois períodos, na piscina e na academia, já que preciso fazer musculação”.

Se ele não se sente bem e suspeita de uma hipoglicemia, já sabe o que fazer “dificilmente eu tenho. Eu sempre deixo uma garrafinha com carboidrato puro na mochila, já prevenindo caso ocorra a hipoglicemia. Então, quando eu preciso, vou lá, tomo e um pouco depois já estou apto a treinar e nadar de novo”.

O diabetes trouxe muito aprendizado a ele. “O principal é disciplina e responsabilidade, pois não se pode brincar com a saúde, ainda mais quando temos uma condição que exige atenção. É preciso saber o que posso ou não posso fazer, e seguir tudo direitinho para ter uma qualidade de vida melhor. Por isso, destaco que o diabetes não me impede de fazer nada. Não é apenas um discurso padrão de que sua vida é igual de todo mundo. É uma verdade. Só precisamos nos cuidar, saber nossos limites e ser felizes. Não é preciso ficar se lamentando por nada. Acredito que Deus não coloca na nossa frente nenhum obstáculo que não podemos superar, então é só seguir em frente, praticar exercícios e saber se cuidar”.

Mas fora da piscina, Matheus tem uma vida normal, principalmente quando não tem uma competição importante. Ele gosta de estar com as pessoas que são importantes em sua vida, de bater papo, dar risada, viajar para lugares diferentes e continuar a ser uma pessoa otimista, cheia de sonhos.

Falando em sonhos, Matheus comenta aquilo que quer conquistar. ”Meu sonho é ser campeão olímpico e com relação ao diabetes é poder ajudar o máximo de pessoas, que não são tão informadas, que não conhecem muito a doença ou às vezes não podem fazer um tratamento adequado por conta dos problemas com a saúde pública no país, temos um sistema bem precário, então quero fazer uma história com a natação, relacionar isso com a doença e assim motivar as pessoas a se cuidarem”.

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