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Envelhecimento ocorre também com os homens

velhoA coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer/A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer/Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer/Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer. Essa estrofe da música Envelhecer de Arnaldo Antunes explica um pouco o que ocorre com os homens com o passar do tempo.

Com o envelhecimento, tanto homens como mulheres apresentam queda de hormônios. Segundo o endocrinologista Dr. Freddy Goldberg Eliaschewitz, o principal hormônio masculino começa a diminuir entre 30 e 40 anos de idade a um ritmo de 1% a 1,2% ao ano. E não é só ele, o hormônio de crescimento (HGH) também é reduzido com o passar dos anos.

O termo andropausa surgiu como analogia com a menopausa, fase que ocorre na vida de todas as mulheres, marcada pela diminuição na produção de estrogênio e progesterona. Ao contrário das mulheres, que apresentam sintomas mais visíveis e relevantes como ondas de calor, insônia, redução da libido, irritabilidade, entre outros, os homens têm um processo mais lento de diminuição dos hormônios e somente 25% deles apresentam os sintomas de deficiência da testosterona.

“A andropausa parece após os 50 anos nos homens. Eles tendem a ter maior resistência à insulina, porque há um aumento na proporção de tecido adiposo em relação ao tecido muscular. Os representantes do sexo masculino começam a apresentar diminuição da massa muscular, aumento da gordura corporal, redução do desejo sexual, problemas de memória, osteoporose e osteopenia (ossos frágeis), diminuição do volume testicular e dificuldade de concentração e depressão (mau humor, desânimo, dificuldade em sentir prazer)”, detalha Dr. Freddy.

“Os tratamento se resumem à reposição hormonal, com administração da testosterona por via injetável ou transdérmica que pode ser com creme ou spray, este último ainda não disponível no mercado”, aponta Dr. Freddy.

Há especialistas que alertam que há necessidade de acompanhamento médico, pois se a quantidade de hormônio for elevada, há possibilidade de a pessoa ter apneia do sono e aumento dos glóbulos vermelhos no sangue. Há ainda casos relatados de elevação do risco de câncer de hipófise.

Dr. Freddy faz um alerta, “em relação ao diabetes, nos casos da pessoa apresentar resistência à insulina, recomendamos a perda de peso, se o paciente for obeso, aumento da atividade física e ajuste da terapia utilizada para tratar o diabetes. Por isso, nada melhor do que uma hora de exercícios aeróbicos diários, alimentação balanceada rica em fibras, com pouca gordura e carboidratos e manter uma vida sexual ativa”!

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