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Estudo da vacina BCG já se encontra na fase 2! Agora é só uma questão de tempo para a cura!

Caminhos para a cura do Diabetes estão cada vez mais próximos

Há três anos, foi publicado um estudo pela cientista Denise Faustman, diretora do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, que mostrou que a vacina, utilizada para prevenir a tuberculose, criada há 90 anos, conseguiu reverter em partes o diabetes tipo 1.

É de conhecimento geral, que o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, ou seja, os anticorpos reconhecem a insulina como um corpo estranho, como um vírus, e o atacam. Com isso, as pessoas diagnosticadas com esta condição, com o tempo param de produzir insulina, por isso, é necessário que o hormônio seja injetado e ajude o açúcar a entrar na célula.

O estudo, em sua primeira fase, revelou que o uso da vacina aumenta os níveis de um modulador do sistema imunológico, o que pode causar a morte de células autoimunes, que alcançam células secretoras de insulina do pâncreas, restaurando temporariamente a secreção de insulina em pacientes com diabetes tipo 1.

Agora foi publicado a fase 2 deste estudo que consiste em investigar se o tratamento da vacina do Bacilo Calmette-Guérin (BCG) melhora a produção de insulina natural pelo pâncreas de pacientes, que ainda produzem uma pequena quantidade do hormônio. A vacina estimula o sistema imunológico a ativar o fator de necrose tumoral (FNT), uma proteína que destrói as células T anormais, que interferem na capacidade do pâncreas de produzir insulina. A elevação do FNT já tem comprovação de efeitos terapêuticos em algumas configurações do BCG.

Para isso, os pesquisadores inscreverão 150 adultos com diabetes nos testes, e alguns receberão o BCG, enquanto outros receberão um placebo. Eles vão continuar a injetar insulina, embora a equipe de pesquisa ainda vá observar se o BCG reduz a quantidade de insulina necessária para manter o controle de açúcar no sangue.

Segundo a endocrinologista Denise Ludovico, “eles vão descobrir se esta substância influencia o fator necrose tumoral, que refletirá na produção de insulina. Os efeitos constatados foram verificados e perceberam que são temporários e a insulina precisa continuar a ser aplicada. Se o estudo for testado de forma que comprove que o efeito é duradouro, podemos afirmar que é um caminho para possível cura”.

“Mas é importante dizer que este estudo terá mais quatro anos para ser realizado, a fim de ter resultados que podem ajudar o paciente com diabetes. Por isso, ainda não podemos falar em cura. O destaque deste estudo mostrou na verdade que o discurso que muitas pessoas têm de que a indústria farmacêutica só se preocupa somente em aprimorar os remédios e equipamentos caiu por terra, pois este pode ser um caminho que leve a cura de pessoas com diabetes tipo 1”, ressalta Dra. Denise.

Por isso, precisamos continuar esperançosos de que logo, logo, teremos novidades nesta área que levarão à cura das pessoas com diabetes. Agora é importante nos cuidarmos e estarmos bem para esperar por este momento e vivenciá-lo na sua plenitude!

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