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Estudo realizado no Hospital Alemão Oswaldo Cruz auxilia no controle da glicemia

Com 66 pacientes com diabetes tipo 2 analisados ao longo de seis anos, os Drs. Ricardo Cohen e Bernardo Wajchemberg, ambos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, realizaram um estudo que comprovou que 88% dos participantes da pesquisa conseguiram parar de tomar a medicação após se submeterem à cirurgia bariátrica, chamada de desvio de trânsito dos alimentos, bypass gástrico ou cirurgia de Y de Roux.

Em média, os pacientes também perderam 70% do excesso de peso após a cirurgia bariátrica. Além disso, 11% dos pacientes que não pararam a medicação conseguiram diminuir a quantidade da mesma e só um participante não obteve melhora do acompanhamento.

Segundo Dr. Ricardo, “escolhemos pacientes com índice de massa corpórea de 30 kg/m2 a 35 kg/m2 com diabetes, pois a maioria deles está nessa faixa, no Brasil e no mundo. Mesmo com descompensação glicêmica, não tivemos caso grave de complicação”.

“Não podemos relatar que é a cura do diabetes, mas um procedimento que auxilia o paciente a ter controle da glicemia, que contribui para uma vida sem complicações características de quem tem diabetes e não tem um bom controle”, acrescenta Dr. Ricardo.

A cirurgia consiste em reduzir parcialmente o estômago e desviar pequena parte do intestino. Como resultado, os pacientes apresentam redução de peso, e geralmente não sofrem deficiências nutricionais, que poderiam comprometer o funcionamento do organismo. É feito um acompanhamento rigoroso no pós-operatório e são administrados complementos vitamínicos para que a pessoa tenha uma saúde perfeita durante toda a sua vida. Mas esse acompanhamento é de um indivíduo mais saudável, sem os graves riscos do diabetes. É melhor um polivitamínico do que altas doses de insulina.

O estudo ainda acompanhará os pacientes por mais anos para verificar os resultados obtidos. Esse procedimento é um dos caminhos para o sucesso do tratamento, embora apresente riscos tanto no ato cirúrgico, como infecções e outras complicações, como também após a cirurgia, quando é necessário realizar acompanhamento a fim de evitar deficiências nutricionais. Vale a pena salientar que os riscos operatórios são baixos, com mortalidade menor que 1%, e complicações graves raríssimas. A chance de desnutrição no pós-operatório é muito pequena. Já o diabetes, é uma doença grave e a mortalidade associada às suas sérias complicações é de 7 a 10% ao ano.

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