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Estudos identificam uma possível relação de alguns medicamentos com câncer! Mas ainda são prematuros! Confira aqui!

Análise de alguns estudos publicados sobre a relação de câncer com diabetes

Muitos estudos têm sido publicados a respeito da relação do câncer com o diabetes. Segundo Dr. Carlos Barrios, oncologista, diretor do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, “existem evidências que alguns tipos de câncer podem acontecer com maior frequência em pacientes com diabetes. Apesar da relação específica entre as duas doenças ainda não estar completamente esclarecida, há alguns tumores como os de fígado, pâncreas, endométrio, bexiga, cólon e mama, que parecem acontecer com maior incidência em pacientes com a condição”.

“Existem vários mecanismos que relacionam a obesidade ao câncer. O tecido gorduroso tem atividade endócrina e pode interferir na produção de hormônios esteroides, em fatores de crescimento e interfere na sensibilidade à insulina. Efeitos na resposta imune também têm sido descritos. Estas alterações facilitam ou podem favorecer o desenvolvimento de tumores malignos em algumas pessoas por induzir proliferação celular”, pontua Dr. Barrios.

Mas há outros estudos que apontam a ligação de certos medicamentos com o aumento da incidência de câncer. De acordo com a 5ª edição do Congresso da American Diabetes Association, ocorrida em 2015, as pessoas com diabetes são duas vezes mais propensas a ter o diagnóstico de câncer. O estudo SAVOR examinou o inibidor de DPP-4, saxagliptina, parte de uma nova classe de drogas, que está sendo usada para tratar o diabetes e segundo este estudo, aumenta a incidência ou mortalidade por câncer.

Um outro estudo publicado no periódico Diabetologia sugeriu que até mesmo o pré-diabetes pode elevar esse risco. Após revisar 16 estudos de diversos países de origem sobre diabetes, pesquisadores concluíram que o risco de câncer aumenta 15% entre pré-diabéticos; e avaliando entre pacientes com índice glicêmico elevado, somado ao sobrepeso ou obesidade, o número salta para 22%.

De acordo com o texto publicado no site A.C.Camargo Cancer Center, Dr. Felipe Coimbra, Diretor do Núcleo de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo, explica que “a insulina aplicada por pacientes com diabetes, por ter um efeito “anabolizante”, pode estimular o crescimento celular, o que favorece o desenvolvimento de tumores. Existe também a hipótese de que outras medicações, utilizadas no tratamento do diabetes, possam predispor ao câncer, mas trata-se de uma possibilidade bastante remota”.

O diabetes tipo 2 está relacionado ao desenvolvimento de câncer de pâncreasfígadointestinoendométrio e bexiga. No entanto, os tumores de fígado e pâncreas são os mais fortemente associados. “Estudos apontam que diabéticos têm risco duas vezes maior de ter câncer de fígado ou pâncreas e 1,5 vezes maior de ter câncer de intestino, mama e bexiga”, conta Dr. Felipe.

Recentemente, outros estudos mostram que a realização de cirurgia bariátrica pode reduzir o risco de câncer. Agora, uma nova análise feita por pesquisadores do Hospital São Lucas, em Porto Alegre, sugere que o procedimento também pode reduzir as chances de um diagnóstico de câncer. Os resultados foram publicados em junho na revista Obesity Surgery. Os autores reuniram os dados de 13 estudos, incluindo mais de 54 mil pessoas. Cada estudo analisou as taxas de câncer após a cirurgia de perda de peso. As taxas de câncer em pessoas com obesidade estão na faixa dos dois casos a cada mil pessoas por ano.

Em outro artigo publicado na revista científica Cell Metabolism, os pesquisadores explicam a descoberta de que algumas das células, que causam câncer no pâncreas, sobrevivem através de um processo que pode ser bloqueado pela metformina. Traduzindo em termos simples, após esta descoberta, talvez seja mais fácil matar as células cancerígenas e evitar a metástase – um dos maiores medos de quem está com o câncer pancreático.

Mas o importante de tudo isso é que muitos estudos estão sendo realizados e daqui a um tempo teremos mais certeza desta ligação do câncer com o diabetes. É muito prematuro ainda achar que as medicações podem causar mais incidência de cânceres. Por isso, nada melhor do que deixar o tempo passar para ter resultados mais relevantes.

Apesar de estes estudos mostrarem a incidência do câncer, se a população mudar o comportamento e melhorar o estilo de vida que incluem a ingestão de uma dieta saudável e realização de exercícios físicos, haverá diminuição da incidência de câncer.

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