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Exercícios que independem do peso

Atividade Física & Controle Glicêmico

Exercícios que independem do pesoPesquisa mostra que a prática de esportes e exercícios, independente da perda de peso, favorece uma série de parâmetros de saúde que ajudam a controlar o diabetes. Como isso ocorre?

O educador físico William Komatsu assim esclarece: “A prática diária e regular de atividade física, realizada de forma moderada com frequência mínima de quatro vezes por semana, proporciona uma série de benefícios ao organismo, tais como: o controle da pressão arterial, redução dos níveis séricos de triglicérides e colesterol, ocasionando melhora na resistência à  insulina e perda de  peso.  É bom que se esclareça que a maioria das pessoas procura praticar exercícios para a redução dos números na balança, mas muitas vezes não é isso o que ocorre. Nossa massa corporal total é formada por músculos, ossos, vísceras, gordura; quando praticamos esportes, melhoramos a “performance” da musculatura, tornando o músculo mais rígido e desenvolvido (hipertrofia muscular) e com isso nos tornamos  mais pesados na balança, mas com redução de medidas, fácil de perceber vestindo nossas  roupas”.

O treinamento de força (musculação) representa um importante componente nos programas de condicionamento físico voltados à saúde e desempenho, ganhando crescente atenção por parte da comunidade científica nas últimas décadas. Esse fenômeno pode ser assim explicado: “Costumo adotar como postura de trabalho um treino personalizado para cada aluno, levando em consideração características individuais (biótipo) para obter resultados satisfatórios às necessidades de cada indivíduo. A musculação está indicada para todas as constituições e atua de forma  preventiva e corretiva na maior parte das patologias”, enfatiza Komatsu.

Hoje sabemos que para a redução do peso, um dos procedimentos necessários é aumentar a taxa de metabolismo basal, definida como um conjunto de reações químicas responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula.

Em 1919, o Dr. James Arthur Harris e o Dr. Francis Gano Benedict apresentaram um método para calcular a taxa metabólica basal, tendo como base o peso, sexo, idade e altura. Aproximadamente 70% das calorias que consumimos são gastas quando o corpo está em repouso e o restante, na prática de atividades físicas no momento em que são executadas.

“A massa muscular tem influência direta no metabolismo. Quanto maior for o volume muscular, mais energia será necessária para a manutenção e reparo do mesmo durante períodos de repouso, ou seja, para que ocorra o desenvolvimento muscular será gasto alto nível de energia, mesmo quando estamos dormindo e com isso, emagrecemos. Em contrapartida, iniciamos o processo de envelhecimento aos 30 anos e se não nos exercitarmos, começaremos a perder massa magra. Com a perda de músculos, diminuiremos o metabolismo basal e como consequência passaremos a “estocar” gordura no tecido subcutâneo e também nas vísceras (gordura visceral)”, explica  William Komatsu.

As doenças cardiovasculares são as mais frequentes ocorrências em pacientes com diabetes. A fim de evitá-las, William preconiza um treino mínimo de 30 minutos com variação de intensidades, embora reafirme que todo plano de treinamento deve ser elaborado de forma personalizada.

É essencial afirmar que para estabelecer um plano de vida saudável, deve-se aliar atividade física a uma dieta equilibrada composta por carboidratos complexos (integrais), frutas, verduras, legumes, carnes magras, leite e iogurtes na versão desnatada, abolir as gorduras encontradas nas frituras (pastel, coxinha, batata, hambúrguer industrializado, etc), nos embutidos (salsicha, mortadela, linguiça), nos laticínios gordurosos (requeijão, queijos amarelos, creme de leite e leite e leite integral, manteiga, margarina e maionese) e evitar os refinados brancos (farinha de trigo e açúcar).

Quanto à alimentação para quem se exercita, William sugere como opção pré-treino “uma fonte de carboidrato (uma fatia de pão integral com geleia e uma fruta). Se o indivíduo tem diabetes, poderá utilizar a geleia, e durante o treino, é recomendável o uso de um suplemento (carboidrato de absorção rápida, como a barra de cereais ou a ingestão de um suco de fruta natural) para evitar a ocorrência de hipoglicemia. Para o pós-treino, o ideal é associar um carboidrato a uma fonte de proteína (1 copo de leite desnatado ou 1 iogurte desnatado ou 1 ovo cozido). É importante alertar às pessoas com diabetes que a gordura contida na proteína atua de forma benéfica, impedindo que a glicemia suba rapidamente”.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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