Farinhas

Benefícios de variadas farinhas! Escolha aquela que mais combina com a sua dieta

FarinhasQuem já não ouviu que farinha de maracujá é boa para o controle do diabetes? A Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro fez a experiência e constatou que esta farinha tem uma substância chamada pectina, que dificulta a absorção de carboidratos de forma geral.

Mas além desta farinha, existem muitas outras que são recomendadas para as pessoas em geral, que têm ou não diabetes. Para falar sobre isso, entrevistamos a nutricionista Carla Muroya do Hospital Israelita Albert Einstein.

Muitas farinhas são indicadas para quem tem diabetes: farinha de linhaça, de banana verde, de maracujá. A única contraindicação é explicada pela nutricionista.”Vários trabalhos sobre a importância das fibras presentes nas farinhas têm sido realizados nos últimos tempos, constatando seus benefícios para a saúde, assim como na prevenção de doenças como o diabetes. Não existem contraindicações quanto ao tipo de farinhas consumidas, de modo geral, orientamos evitar as farinhas refinadas e substituí-las por farinhas integrais, contendo as fibras solúveis para melhorar o controle glicêmico, retardando assim o esvaziamento gástrico e a absorção de glicose. As recomendações de fibras para a população adulta segundo a ADA (American Dietetic Association) é de 20 a 35 g/dia. Portanto, não é indicado o consumo excessivo, pois pode levar ao desconforto gastrointestinal e flatulências”.

Outra farinha em destaque é a de feijão branco. “É composta por fibras e uma proteína chamada faseolamina, que atua inibindo parcialmente a enzima responsável em transformar o amido nos alimentos em glicose. Portanto, esta composição de fibras com a proteína faseolamina pode contribuir no controle da glicemia, podendo ser indicada para o diabetes. É importante o consumo de cereais integrais e de farinhas integrais, mas é preciso o rodízio destes produtos para que o organismo tenha uma variedade de nutrientes necessários para o equilíbrio e benefício à saúde. Pode ser consumida em pequena quantidade, ou seja, aproximadamente uma colher de café misturada em sucos ou água antes das refeições”, detalha Carla.

Outro tipo de farinha que merece atenção é a de soja preta, pois contém uma substância chamada antocianina, característico dos alimentos arroxeados. Possui ação antioxidante, que contribui no sistema circulatório e favorece o sistema cardiovascular. Esta farinha tem fibras que ajudam na sensação de saciedade. Assim, pode auxiliar no controle do peso. Segundo a nutricionista, “o paciente pode consumir a farinha de soja preta junto com as refeições, no café da manhã misturado no suco, ou almoço e jantar com ela misturada na refeição, sendo indicada a quantidade de até duas colheres de sopa por dia. Lembrando que é preciso o rodízio destes produtos para que o organismo tenha uma variedade de nutrientes necessários para o equilíbrio e benefício à saúde”.

É importante frisar que geralmente, algumas farinhas são produzidas com a moagem do alimento inteiro e não somente da casca deste alimento. Por exemplo, as sementes, como a de linhaça, ou de grãos como a farinha de feijão, ou de cereais como a farinha de aveia e farinha de trigo entram nesse grupo.

Com estes tipos de farinha, fica a dica para o internauta escolher aquela que mais será benéfica para o corpo. “De modo geral, para o diabetes sugerimos hábitos saudáveis, podendo incluir fibras em uma alimentação equilibrada, fracionada de três em três horas com boa ingestão de líquidos. A farinha de aveia ou farelo de aveia é uma boa indicação para estes pacientes, pois além de serem acessíveis e com sabores que agradam muitas pessoas, contêm fibra solúvel, conhecida como beta glucana, que vai favorecer o controle da glicemia. Lembramos que as farinhas são carboidratos e as quantidades consumidas devem ser equilibradas e distribuídas durante as refeições do dia, conforme a necessidade de cada pessoa, portanto, é importante a orientação de um profissional nutricionista”, finaliza Carla.

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