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Geraldo Fisher Neto, mudando de vida pela paternidade

As mudanças de vida com a paternidade!

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Geraldo Fisher Neto

Com 18 anos de idade, morando em uma nova cidade, cursando o primeiro ano de engenharia e me relacionando com novos amigos, comecei a emagrecer, sentir muita sede, urinar com mais frequência, ficar o tempo todo com boca seca e a visão se tornou turva. Todos esses sintomas permaneceram por mais de uma semana e me fizeram perder nove quilos!

Além disso, tamanha era a minha prostração que não conseguia me levantar durante o dia, apenas ia às aulas no período noturno. Sem contar que acabei me machucando, e a cicatrização estava mais lenta que o comum. Meu pai, que é médico, identificou os sintomas e disse que possivelmente estava num quadro típico de diabetes. Marcamos uma consulta num clínico geral que, imediatamente, fez exames e para a nossa surpresa, a glicemia estava 256 mg/dl. O passo seguinte foi o encaminhamento ao endocrinologista que receitou prontamente o uso de insulinas (basal e regular). Após esse procedimento, o profissional fez um estudo com exames mais apurados para saber em que condições fisiológicas se encontrava o meu pâncreas e, lamentavelmente, já não produzia quase nada de insulina!

Posso dizer que foi difícil superar os desafios e restrições de um recém diagnosticado, mas felizmente tive total apoio da minha família e amigos, tiveram compreensão e foram solidários; já se passaram 15 anos e a amizade dura até hoje.

Antes de receber o diagnóstico, já praticava esportes e me alimentava de uma forma saudável, mas tive de fazer algumas restrições alimentares; senti angústia e muitas vezes negação da doença para fugir da dieta, mas a cobrança familiar e de amigos me ajudaram sempre!

Não tive problemas com as picadas, o mais difícil era e ainda é a disciplina com horários para medir a glicemia e tomar a insulina. Iniciei a dieta de contagem de carboidratos em 2004 após um quadro de hipoglicemia severa que me levou a convulsionar e entrar em coma. Graças ao bom atendimento, recobrei a consciência sem deixar sequelas. Para resolver a minha dificuldade com disciplina no controle glicêmico, a médica atual me aconselhou em janeiro de 2016 usar a bomba de infusão de insulina. Sem dúvida, foi a melhor escolha que fiz! São os inúmeros os benefícios proporcionados pelo equipamento, principalmente se alinhado à contagem de carboidratos. Além disso, ele permite configurar diferentes tipos de basal ao longo do dia, necessitando para que isso ocorra, manter um controle glicêmico efetivo com ao menos seis medições diárias.

Não posso me queixar por ter diabetes, pois a doença nunca me impediu de fazer nada que realmente quisesse – sou engenheiro eletricista, adoro mergulhar como hobby e já fiz mais de 50 mergulhos e ainda pretendo desfrutar das lindas águas da Costa da Austrália e de Galápagos. Nesses 33 anos de vida muitas coisas boas aconteceram – o conhecimento de pessoas especiais como amigos e minha esposa, mas emocionante é poder falar da chegada do meu primeiro filho há oito meses. Apesar de recente, é tanto amor envolvido que não consigo expressar esse sentimento que nos faz abrir mão de coisas que antes eram tão necessárias e agora deixam de ter importância…meu bebê me tornou ainda mais responsável e vigilante com a minha saúde; preciso estar bem para cuida

 

 

r dele e vê-lo crescer. Ele se tornou a nossa prioridade, digo em meu nome e de minha esposa.

Encerrando a minha narrativa, gostaria de deixar uma mensagem aos leitores do Portal: “Viver é um desafio. Não importa quantas dificuldades irão surgir no caminho. Todas podem ser superáveis e elas nos fazem crescer e nos tornam mais fortes. Não deixe que nenhuma delas possam derrubá-los, incluindo o diabetes! ”

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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