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Hoje estou pronto para enfrentar os desafios do diabetes

Sou Rodrigo Barboza, educador físico, tenho 24 anos e há 12, diagnosticado com diabetes mellitus tipo 1 e, como para a maioria das pessoas, a notícia caiu como uma bomba; na época tinha apenas 12 anos e sempre fui impressionado, imagina então ser diagnosticado com uma doença incurável e o tratamento teria de ser feito por meio de picadas?

O começo da terapêutica pode ser representado pela palavra “trevas”. Quando sai do hospital escolhi uma péssima nutricionista que me fez emagrecer ainda mais a ponto de sofrer bullying na escola. Todos esses fatores me levaram a fazer tratamento psicológico que, após dois anos, me tornou pronto para enfrentar todos os desafios proporcionados pelo diabetes.

Foi a partir daí que comecei a refletir como o mundo dá voltas; aquele menino magrinho se formou em educação física, fez seu Trabalho de Conclusão de Curso – TCC- da Faculdade com indivíduos com diabetes que se mostraram incríveis pessoas as quais me motivaram a criar uma página no Instagram e no Facebook chamada Diabetes E xercício Físico, cuja finalidade é levar informações sobre o diabetes para as pessoas com pouco conhecimento e também aos recém diagnosticados.

O meu empenho não para por aí – sou voluntário na Associação de Diabéticos do Hospital da Lagoa – ADILA-, e pretendo ainda fazer o curso Educando Educadores em agosto próximo a ser realizado na Associação de Diabetes Juvenil -ADJ- para que possa me tornar um educador em diabetes oficialmente.

tualmente, entendo que o uso da bomba de infusão de insulina é a melhor forma de tratamento para todos que se adaptam a ela. A Roche Diabetes Care me ofereceu essa oportunidade e como conheço outros usuários do equipamento, resolvi aproveitar essa chance.

O fato de não precisar acordar todas as manhãs e preparar a insulina e repetir o mesmo procedimento antes de dormir é muito bom! Sem falar que em ocasiões de festas e eventos onde se costuma comer em demasia, é ótimo adotar o sistema de infusão, e o bolus duplo também é sensacional na correção de gorduras e proteínas.

Fazendo uma retrospectiva, é notável a evolução da terapêutica para o diabetes. Dentre as inúmeras hipoglicemias, uma delas foi marcante! Ainda guardo na memória a sensação de mal-estar que tive, não cheguei a desmaiar, mas a angústia com que a minha família tentava me reanimar “enfiando” o café da manhã na minha boca (eles ainda não sabiam como ajudar na ocorrência de hipoglicemias), me marcou para sempre!

O melhor recado que posso deixar aos leitores é que acreditem que nada nessa vida é por acaso. Sempre tento ver as coisas da melhor forma possível. Algo “ruim” aconteceu para que algo pior futuramente não viesse ocorrer. É uma filosofia de otimismo que tento levar comigo sempre! No meu caso, sinto que hoje colho os frutos de todo aquele sofrimento que a doença despertou no início.

Atualmente participo de projetos e ajudo pessoas de uma forma tão intensa que se não tivesse o mesmo problema que elas, não teria o mesmo empenho. Ter diabetes me trouxe total empatia por todos que têm a doença. Sinto que isso é só o começo!

rodrigo

 

Veja também: 

Entenda como a escola pode ajudar o adolescente a reconhecer a hipoglicemia

Conheça a experiência de Juliana Lessa à terapêutica da bomba de insulina

 

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