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Homens: o diagnóstico precoce pode curar

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Todos nós sabemos que homens são mais negligentes com a saúde como um todo do que as mulheres. Muitas são as justificativas alegadas por eles para tal fato, dentre elas podemos destacar a falta de tempo para se tratar, já que é muito difícil se ausentar do trabalho para a realização de uma consulta médica e posteriores exames. Na realidade, sabemos que são menos resilientes às adversidades e enfrentamento de tratamentos mais agressivos e complexos e, por isso, “fogem” das consultas por medo do diagnóstico. São mais adeptos do ditado popular “Quem procura, acha”.

Estatisticamente, o homem vive em média, sete anos a menos que a mulher. A cada três mortes de adulto, duas são de homens. Segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, na faixa de 20 a 59 anos, os homens morrem mais por causas externas, como acidentes de trânsito, de trabalho e lesões por violência. O segundo motivo de morte entre homens nesta faixa etária são as doenças do aparelho circulatório, seguido das neoplasias.

Os profissionais de saúde alertam diariamente sobre os perigos do sedentarismo e da má dieta consumida pelos brasileiros. Estamos caminhando para a obesidade e com ela, vamos adquirir as doenças crônicas como as cardiovasculares, diabetes e hipertensão.

Sinais de alerta para a saúde masculina

O câncer de próstata é o mais incidente entre os homens em todas as regiões do país, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O diagnóstico precoce pode aumentar as chances de cura do paciente e, por isso, a recomendação médica é de que o homem, a partir dos 50 anos, comece a fazer prevenção, verificando as taxas do Antígeno Prostático Específico (PSA), além do toque retal, que é importante não só por identificar o câncer de próstata, mas o do reto, que é prevalente na mesma idade e a incidência de mortalidade é maior.

“Quanto à saúde sexual, um dos principais problemas enfrentados pelos homens com diabetes é a dificuldade de ereção; atinge de 35% a 75% dos indivíduos com essa condição e pode variar de acordo com a idade, tempo de diabetes, além de fatores de risco associados como o tabagismo, síndrome metabólica (obesidade e hipertensão arterial) e sedentarismo”, alerta o urologista Dr. Roni Fernandes.

“Porém, quando o indivíduo apresentar redução do desejo e da atividade sexual, ereções espontâneas reduzidas, piora do desempenho sexual, perda da pilificação corporal, com redução da frequência do barbear, infertilidade, diminuição da massa e força muscular, perda da massa óssea e risco de fratura, aumento da massa gorda, alteração do sono, desânimo e cansaço, estes são os principais sintomas do hipogonadismo masculino”, explica o endocrinologista Alexandre Hohl.

O hipogonadismo é uma doença na qual as gônadas (testículos nos homens e ovários nas mulheres) não produzem quantidades adequadas de hormônios sexuais, como a testosterona nos homens e o estrogênio nas mulheres. Além dos hormônios, os testículos podem não produzir espermatozoides adequadamente, assim como os ovários podem não sintetizar e liberar óvulos, o que causará dificuldades para engravidar.

“Essa disfunção hormonal pode ocorrer tanto em indivíduos com diabetes tipo 1 e tipo 2. Entretanto, pela associação com a obesidade e a síndrome metabólica, o tipo 2 é o mais frequente e de acordo com a faixa etária, varia de 20% aos 40 anos até 50% aos 80”, enfatiza Dr. Alexandre.

“O excesso de peso, a perda ou redução da libido, disfunção erétil e redução do ejaculado são sinais importantes que estão relacionados com a infertilidade e a sua principal causa é a varicocele que, nada mais é do que a dilatação das veias da bolsa escrotal, que levam ao aumento da temperatura local e acúmulo de substâncias tóxicas. Além dela, podemos ter causas hormonais (hipotireoidismo e diabetes), obstrutivas (vasectomia e agenesia dos ductos deferentes) e defeitos na produção dos espermatozoides”, esclarece o ginecologista e especialista em Fertilidade Humana, Doutor pelo Imperial College London e pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, Dr. Fernando Prado Ferreira.

Ainda segundo Dr. Fernando, o diabetes pode levar a disfunções nervosas dos canais que transportam os gametas masculinos, gerando a chamada “ejaculação retrógrada”, ou seja, consiste no movimento contrário do sêmen durante a ejaculação. Os espermatozoides ao invés de saírem pela uretra para o exterior do organismo, são direcionados para a bexiga urinária.

Monitorar a glicemia, retirar os fatores de risco, optar por um estilo de vida mais saudável e realizar um check-up anualmente são fundamentais para se obter saúde plena.

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