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Ingestão de carboidrato à noite

O segredo é equilibrar o carboidrato nas refeições para não aumentar o peso!

lancheUm dos pecados capitais é a gula. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o percentual de obesos no País cresceu de 11,4% para 13,9% entre 2006 e 2009. Ou seja, quase metade dos brasileiros adultos sofre com excesso de peso. Esta pesquisa foi realizada pela Vigitel, na qual se baseia o ministério. A organização entrevistou 54 mil pessoas acima de 18 anos nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

Quem já não ouviu dizer que comer muito carboidrato à noite leva ao sobrepeso e a ter uma gordura localizada no abdômen? Para falar sobre isso, a nutricionista Maristela Bassi Strufaldi comenta que “os carboidratos são nutrientes energéticos, ou seja, apresentam a função de fornecer energia para o organismo humano. Sem eles, ficamos sem vitalidade, com baixos níveis de concentração e sem disposição para as atividades da vida diária. Como no período noturno, o nosso corpo está se preparando para repousar e para a maior parte das pessoas, trata-se de um período sem tanta atividade física (habitualmente, trata-se de um momento pós dia de trabalho, seguido de sofá e televisão / computador), logo, o metabolismo está mais lento nesse horário, facilitando o ganho de peso se abusarmos muito das calorias e de alimentos energéticos, como os carboidratos”.

“Contudo, se abusarmos de calorias em qualquer momento do dia (e não as gastarmos no decorrer da semana), ganharemos peso. A exclusão do carboidrato noturno não é necessária para obter bons resultados, pelo contrário. Uma recente pesquisa realizada pela Universidade Hebraica de Jerusalém verificou que o consumo de carboidrato noturno está relacionado a um melhor controle na liberação de dois hormônios: a leptina e a grelina. O primeiro é responsável pela saciedade e o segundo, responsável por desencadear a fome”.

Para pessoas em especial com diabetes, Maristela relata a importância do carboidrato, “trata-se de um nutriente essencial para a nossa saúde, pois é o grande combustível do nosso organismo. O que deve ser feito é balancear o consumo juntamente com os outros nutrientes e dar preferência, para os carboidratos de melhor qualidade, como os que apresentam fibras em sua composição e baixo teor de gordura saturada (ex. cereais e pães integrais). Lembrando que a fibra promove uma menor carga glicêmica ao alimento, favorecendo uma transformação gradativa deste em glicose. Todos esses alimentos apresentam mais vitaminas e minerais em sua composição, por serem – como o nome já diz – mais íntegros e completos. Isso não quer dizer que podem ser consumidos à vontade: a moderação sempre deve estar presente à mesa”, alerta Maristela.

De acordo com o estudo da Universidade Hebraica, foi observado que a pessoa ao ingerir macarrão à noite, libera um hormônio adiponectina. “Ela é produzida no tecido adiposo e possui diversas funções, entre as principais: ação anti-inflamatória e auxílio na ação da insulina. Quando a adiponectina está aumentada, ela auxilia a ação da insulina que, por sua vez, é responsável em controlar os níveis de glicose no sangue. Esse auxílio se dá através de receptores provenientes da adiponectina, que agem no músculo e no fígado”.

Por isso, a recomendação de carboidratos para se ter uma vida saudável, incluindo para quem tem diabetes, é este compreender 45% – 60% do valor calórico total / dia. Essa distribuição deve levar em consideração que a rotina alimentar é composta por outros nutrientes, como proteínas, fibras e gorduras (preferencialmente gorduras de boa qualidade, como as mono e poli-insaturadas). “Lembre-se de que manter uma vida saudável compreende alimentar-se de forma equilibrada e manter-se ativo, com a prática regular de exercícios. E quanto ao carboidrato, ele não é o vilão! Manter uma rotina balanceada é o “segredo” para a tão desejada qualidade de vida”, aponta Maristela.

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