Jiu Jitsu

Jiu-Jitsu proporciona equilíbrio para o corpo

jiujitsu

“Com o Jiu-Jitsu aprendi, sobretudo a grande lição, que foi me conhecer profundamente” (Carlos Gracie)

Muitas pessoas têm preconceito de que todas as lutas são iguais e que a prática é realizada somente como uma forma de expressar a agressividade interior. Não sabem, porém, que cada modalidade tem sua filosofia de vida e que os praticantes têm aprendizado e inúmeros benefícios.

O jiu-jitsu, por exemplo, é mais do que uma prática, pois ensina uma filosofia voltada ao equilíbrio do corpo e da alma, transmitindo conhecimento necessário para que os praticantes encontrem o equilíbrio e vençam todos os limites das esferas da vida.

Segundo o portal da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, “a prática nasceu na Índia e era realizada por monges budistas. Preocupados com a auto-defesa, os monges desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo, o jiu-jitsu percorreu o sudeste asiático, China, e finalmente chegou ao Japão, onde se desenvolveu e se popularizou”.

A partir do século XIX, alguns mestres migraram para outros continentes, entre eles Esai Maeda Koma. “Depois de viajar com a sua trupe lutando em vários países da Europa e das Américas, chegou ao Brasil em 1915 e se fixou em Belém do Pará, no ano seguinte, quando conheceu Gastão Gracie. Pai de oito filhos, cinco homens e três mulheres, Gastão tornou-se um entusiasta do jiu-jitsu e levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta com o japonês”, relata o portal.

Assim o jiu-jitsu foi disseminado pelo país e ganhou muitos participantes. Um deles foi Fabrine dos Reis Bastos, professor de educação física, 36 anos, 11 deles com diabetes tipo 1. Com 27 anos, teve de abandonar a prática da corrida, devido a dores no joelho. Por meio de um amigo, conheceu o esporte e se apaixonou.

“Com a prática, melhorou a auto-estima, vigor físico, respeito ao próximo, confiança e saúde mental e física. Tanto a força como também a definição dos músculos melhoraram muito. Minha glicemia e colesterol estão ótimos e tenho mais equilíbrio psicológico, além de aumentar a capacidade cardiovascular”, explica Fabrine.

“Pratico a atividade quatro vezes por semana, com duração entre uma hora e meia e duas horas, e percebi que preciso diminuir 50% da quantidade de insulina ultra rápida nas refeições para que não tenha hipoglicemia durante o dia”, acrescenta Fabrine.

A modalidade desenvolve reflexos físicos, emocionais e espirituais, detecta medos e limitações e proporciona a busca de caminhos positivos, diminui o estresse, aumenta a resistência do organismo e a coordenação motora e acelera o metabolismo.

Mas a prática requer alguns cuidados. “Sempre levo um carboidrato de fácil assimilação comigo, realizo a automonitorização da glicemia antes e depois do jiu-jitsu e começo o treino com a taxa glicêmica entre 140mg/dl e 160 mg/dl. Além disso, utilizo kimono ou camisa de lycra para evitar me machucar”, conta Fabrine.

“Todas as pessoas com diabetes deveriam praticar alguma atividade física regular, pois essa iniciativa vai fazer diferença tanto no presente como no futuro”, incentiva Fabrine.
Durante a caminhada da vida, chegam a nossas mãos oportunidades que nos levam ao nosso auto-conhecimento. Resta receber estes presentes e tirar o máximo proveito para obter a harmonia e o equilíbrio de todas as relação com a família, amigos e trabalho, conciliando assim os papéis que exercemos todos os dias.

Deixe Seu Comentário

comentários

Veja também

monica_print

Conheça a trajetória de Mônica Santos com o Diabetes

Mônica Santos, 31 anos e há 19 diagnosticada com diabetes mellitus tipo 1, licenciada em ...