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Leitura de Rótulos

Aprenda a escolher melhor os alimentos com a leitura correta dos rótulos

Quando as pessoas são diagnosticadas com diabetes, grande parte dos profissionais de saúde orientam o paciente a prestar atenção ao rótulo de embalagens para saber se tem ou não açúcares e, no caso daqueles que realizam contagem de carboidratos, principalmente se tiverem diabetes tipo 1, orientam para que olhem a quantidade da substância no alimento, a fim de saber o número de unidades de insulina que precisa ser injetada. Mas as informações não podem terminar por aí, pois a pessoa precisa aprender a ler atentamente o rótulo para saber se determinado alimento é saudável ou não para consumo.

O consumidor precisa estar atento ao significado dos itens da tabela de informação nutricional nos rótulos. O valor energético é a soma de energia (calorias) fornecidas pelas proteínas, carboidratos e gorduras totais. Na rotulagem nutricional, o valor energético é expresso em forma de quilocalorias (kcal).

Os carboidratos são os componentes dos alimentos cuja principal função é fornecer a energia para as células do corpo. São encontrados em maior quantidade em massas, arroz, açúcar, mel, pães, farinhas, tubérculos (como batata, mandioca e inhame) e doces em geral.

A primeira medida ao ler o rótulo é saber se há ou não açúcar. “Nem todos os rótulos separam açúcar de outros nomes, como por exemplo: frutose/dextrose/galactose/xarope de milho É preciso estar atento” A legislação de rótulos obriga que os ingredientes sejam descritos por ordem decrescente de quantidade no produto, sendo assim se um desses nomes aparecer entre os três primeiros ingredientes é porque o produto é muito rico em açúcar”, explica a nutricionista Nicole Trevisan.

Com relação à quantidade de sódio, a orientação é “para cada 100g de alimento, deve conter no máximo 200mg de sódio. Se o produto tiver uma quantidade maior que essa, ele contém alto teor do nutriente e o paciente deve tomar cuidado com sua ingestão, principalmente aqueles que já têm hipertensão arterial. O consumidor deve estar atento à porção que está especificada no rótulo e a porcentagem, pois referem-se aos cálculos baseados em uma dieta de 2000kcal”, recomenda Nicole.

Quando o item for gorduras, é importante saber que o tipo trans não só eleva o LDL, ou seja o “mau” colesterol, como também diminui o HDL, o “bom” colesterol. Pela legislação, ela só pode aparecer em um produto na quantidade abaixo de 2g, porém a indústria alimentícia vem substituindo a gordura trans pelo óleo de palma para dar crocrância aos alimentos que é também muito rico em gordura saturada. Esta por sua vez está presente em alimentos de origem animal: carne, ovos, leite, manteiga, etc. Quando ingeridas em excesso são prejudiciais ao organismo. A recomendação diária é de 10% das calorias (em uma dieta padrão de 2.000kcal) ou 20g”, sugere a nutricionista.

Já a presença de fibras é muito importante para o organismo, pois promove o melhor funcionamento intestinal, contribuindo para o equilíbrio da absorção de carboidratos, ou seja, retardam a absorção dos açúcares, ajudando no controle da glicemia. “A recomendação diária de fibras é de 30g e elas são facilmente encontradas em frutas/ verduras/ integrais e leguminosas. Os industrializados não devem ser a fonte principal para obtenção delas, apenas complementos. Se estiver escrito na embalagem: fonte de fibras ou rico em fibras e tiver 3g do ingrediente a cada 100g do produto, o alimento é mais saudável e pode ajudar a complementar a dieta”, orienta Nicole.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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