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Levar educação em diabetes para regiões de difícil acesso é a proposta do projeto Educando Educadores sem Fronteira

Educando Educadores sem FronteiraA sociedade como um todo, incluindo o governo e a mídia, geralmente dá mais atenção às regiões sudeste e sul e deixam de lado nordeste, norte e centro-oeste, com exceção do Distrito Federal, tão conhecido devido à política. Imaginem o que acontece em municípios pequenos do interior do Brasil. Estas localidades aparecem pouco nas emissoras de televisão e o poder público tem a tendência de não atender plenamente as solicitações de melhorias em todas as esferas.

Agora, advinhem o que ocorre em cidades pequenas, localizadas em Roraima, que possuem por volta de 50% da população indígena. Imaginaram? Então, estas pessoas precisam de tratamento como todas as outras. São municípios muito carentes de recursos humanos especializados e de recursos financeiros. Pensando nisso, a SBD com o apoio da ADJ elaborou o Projeto Educando Educadores Sem Fronteiras e conseguiu patrocínio financeiro daWorld Diabetes Foundationpara começar a iniciativa. A  psicóloga Graça Camara, coordenadora do Departamento de Educação da Sociedade Brasileira de Diabetes e coordenadora técnica desta iniciativa, explica melhor como este está sendo implementado:

“O projeto foi aprovado no ano passado. Escolhemos Boa Vista, capital de Roraima,  e demais municípios  para a primeira edição. Para isso, fizemos um reconhecimento do local em julho de 2013 para adaptar o programa aos aspectos regionais. Estivemos em abril de 2014 em Boa Vista para qualificar 77 profissionais de saúde dos 15 municípios do Estado a fim de que possam diagnosticar, tratar e educar melhor as pessoas com diabetes”.

“Após o curso de 40 horas, que incluia atividades teóricas e práticas , os profissionais já qualificados organizaram uma campanha de detecção e educação em  diabetes, apoiados pelos professores e organizadores do Curso. Haverá mais duas destas campanhas, ainda em 2014 que terão apoio de um de nós da equipe. Para o sucesso da iniciativa, levamos todo o material necessário, incluindo os glicosímetros e tiras reagentes. As pessoas, que passaram pela campanha, caminharam pelo circuito de medida de peso e altura para o cálculo do IMC. As que não tinham diabetes preencheram um formulário sobre fatores de risco de desenvolver diabetes, entre outros. Todas as que já tinham diagnóstico de diabetes, apresentaram risco médio ou alto de desenvolvê-lo, a partir do questionário preenchido, ou tiveram alteração da glicemia no local, passavam por um circuito composto de sete etapas para conhecer mais sobre alimentação saudável, atividade física, como aplicar insulina e/ou tomar medicamentos de forma adequada, como evitar as complicações, entre outras”, detalha Graça.

De acordo com a psicóloga, ” a nossa expectativa é detectar e estimular a organização do atendimento das pessoas com diabetes, por meio do treinamento dos profissionais de saúde, que receberam a responsabilidade também de replicar as informações aos seus colegas de trabalho. Além disso, incentivamos o registro nos hospitais ou lugares onde as pessoas com diabetes têm assistência, principalmente daquelas que têm uma regularidade ao passar nos atendimentos. Além disso, incentivamos a melhorar a educação desse público para que possam realizar o auto-cuidado e o tratamento adequados a fim de melhorar sua qualidade de vida. Dessa forma, esperamos contribuir com as políticas públicas de diabetes da região”.

A equipe responsável pela realização de cada iniciativa é formada por nove pessoas. A próxima etapa consiste em supervisionar as duas campanhas em Roraima e realizar a visita técnica do Amazonas incluindo Manaus e alguns municípios ao redor até o fim do ano. Em 2015, será realizado a edição do curso em Manaus incluindo as três campanhas  de diabetes supervisionadas. Ainda no segundo semestre de 2015, haverá visita técnica na Paraíba, para que em 2016, haja o curso na região com suas respectivas campanhas. A ideia é atingir em torno de 240 profissionais que deverão multiplicar para no “mínimo” outros 2.400 colaboradores de saúde, além de atender nas campanhas 4.500 pessoas, até o final do projeto em 2016.

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