Home / Como lidar com o Diabetes / Livre-se da estigmatização, busque o seu autoconhecimento, aceite a sua condição e se adapte a ela, sem auto piedade e auto preconceito! Confira a matéria completa aqui!

Livre-se da estigmatização, busque o seu autoconhecimento, aceite a sua condição e se adapte a ela, sem auto piedade e auto preconceito! Confira a matéria completa aqui!

O Diabetes e a Estigmatização

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Para compreender este artigo, vamos definir a palavra estigmatizar – trata-se de um verbo transitivo direto, que significa marcar uma pessoa negativamente, condenar. Por exemplo, o alcoolismo estigmatiza os dependentes. Fazer julgamento de alguém, censurar.

Estatisticamente, pesquisas revelam que 40,7% das pessoas que têm diabetes se incomodam quando são chamados de “diabéticos”. Da mesma forma, indivíduos com outras disfunções orgânicas não gostam ou não gostariam de ser abordados como “asmáticos”, “cancerosos”, “epiléticos” ou “aidéticos”.

Preocupada com toda a problemática que o termo possa acarretar na esfera psíquica e social dos indivíduos envolvidos com a doença, a educadora em diabetes Eva Sisson, assim declarou “Referir-se a alguém como “diabético” implica que ele não é nada mais do que a disfunção, é como se o diabetes o definisse como pessoa”. Ela também se preocupa com o uso do termo destinado a uma criança, pois poderá passar a conotação de que ela é diferente das demais e, dessa forma, fere a autoestima.

Usar as expressões “pessoas com diabetes” ou “você, ele ou ela tem diabetes”, implicam em dar ênfase à pessoa em primeiro lugar e não à doença.

Segundo a psicóloga Graça Maria de Carvalho Camara “Uma pessoa com diabetes é afetada pelo estigma quando é vista por outros ou se vê ou se sente como doente, coitada, incapaz, diferente, frágil, com muitas restrições ou marcada para complicações, dentre tantos rótulos”.

Porém, pode se livrar da estigmatização buscando o seu autoconhecimento, aceitando a sua condição e se adaptando a ela, sem auto piedade e auto preconceito.

“Em relação aos pais e amigos, uma pessoa com diabetes muda o estigma quando se mostra seguro para manter seus sonhos, desejos, compromissos de trabalho e sociais, convivendo com a doença sob controle”, afirma a psicóloga.

“Quando uma pessoa tem diabetes e dá à doença o foco que ela merece, ou seja, entendendo que assim como ela, outras possuem miopia; ambas as patologias precisam ser diagnosticadas, cuidadas e acompanhadas por toda a vida e nem por isso elas se apresentam como “míopes”, a menos que necessitem ler em público e se apresentem sem óculos ou lentes de contato. Uma pessoa pode ter diabetes e também miopia, sinusite, rinite, reumatismo…por que tem que ser só diabética? É nesse sentido que se estimula o uso do termo “ter diabetes” e não “ser diabético”. O estigma nasceu com a falta de conhecimento sobre a doença e a ignorância gera preconceito”, enfatiza Graça.

Leitores, é nossa responsabilidade acabar com o estigma há anos criado. Se no passado havia falta de informação, hoje adquirimos conhecimentos vindos de todos os recantos do nosso mundo globalizado. Incorporar a doença é aceitá-la e aderir ao tratamento para que se estabeleça o equilíbrio Saúde/Doença e seguir adiante até que a Ciência estabeleça a tão esperada cura!

Para saber mais acesse: www.diabetes.org.br/ideias-e…/1234-por-que-eliminar-o-diabetico-do-seu-vocabulario

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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