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Mesmo com todos os problemas de saúde, Louise Bak Refshauge dá um show de obstinação neste texto! Confira aqui!

Conheça a história de inspiração de Louise Bak Refshauge

Louise

Sabe quando você encontra inesperadamente no seu caminho pessoas doces? Louise Bak Refshauge é o doce dos doces! Eu a conheci na Dinamarca no ano passado e fiquei impressionada com sua história de vida e vou compartilhar com vocês!

Louise foi diagnosticada com diabetes em 2010. Nesta época já havia descoberto duas outras doenças autoimunes. Primeiramente os médicos deram o diagnóstico de diabetes tipo 2 e durante quatro anos foi tratada erroneamente e se sentia mal com muita frequência. Ela desconfiada do diagnóstico errado, consultou outro médico que diagnosticou diabetes tipo 1.5, também chamado de LADA, caracterizado em pessoas diagnosticadas com mais de 30 anos e pode apresentar os sintomas de diabetes tipo 2, apesar de re

unir as características do diabetes tipo 1, de forma mais lenta. Com o tratamento com insulina, sua vida melhorou muito.

Além do diabetes, Louise tem a Doença de Crohn, caracterizada por uma inflamação no trato gastrointestinal, afetando a parte inferior do intestino delgado e intestino grosso. Geralmente causa diarreia, cólica abdominal, às vezes febre e sangramento retal. Pelos motivos de sua saúde, precisou fazer 25 cirurgias. Uma delas, feita em 2007, recebeu a anestesia epidural, para bloquear a dor e as sensações da cintura para baixo, só que infelizmente o anestesista injetou na coluna vertebral o que gerou a uma paralisia moderada e dano no nervo da perna direita, o que a levou a comprar e usar uma bengala. Além disso, tem já instalada uma complicação renal.

Com todas estas dificuldades, podemos pensar que Louise é uma pessoa deprimida, mal humorada, mal educada… que precisa tratar de sua saúde 24 horas por dia. Mas Graças a Deus e a seu espírito batalhador, ela é uma das pessoas mais amáveis e resignadas que conheci.

Apesar de passar 20% de sua vida em hospitais, para tratar de suas dores, ela deu a volta por cima. Ela tem um espírito positivo, e uma vida feliz e transformou sua dor em vida…em lutar por melhores condições de saúde das pessoas. Para isso, ela se tornou embaixadora do IBD (organização que trata de pessoas com doença inflamatória intestinal e síndrome do intestino irritável), é voluntária de um grupo chamado FAIM, responsável por diferentes tipos de doenças autoimunes e é embaixadora do Lyfebulb nos Estados Unidos (plataforma voltada para quem vive com doenças crônicas, que incentiva o desenvolvimento de inovações por empreendedores).

“Aprendi até agora com a minha diabetes, que é realmente difícil ter taxas de açúcar do sangue alinhadas, quando você tem o diagnóstico de outras doenças autoimunes. Mas aqui, na Dinamarca, temos acesso a muitos dispositivos de saúde digitais finos, por isso é mais fácil controlar seu diabetes. Também aprendi a conviver com diferentes médicos e que alguns são mais humanizados que outros”, relata Louise.

“Tenho muitos aprendizados com o diabetes, aprendi que todos os dias eu posso escolher ser positiva, sorrir, colocar maquiagem, mesmo que eu esteja realmente em mau estado … e acredito que ainda estou viva por causa disso. Não use energia para tentar consertar algo que não pode consertar … use seu tempo para abraçar, encontrar amor, não se arrepender, dançar, sorrir e rir todos os dias … A vida é um presente para usar todos os dias”, declara Louise.

Ela está planejando escrever um livro sobre sua vida e como se tornar uma inspiração para ter uma vida boa, mesmo que tenha dificuldades. “Meu sonho é inspirar pessoas ao redor do mundo e publicar meu livro. E quero morrer feliz, com um sorriso no meu rosto, e não ter arrependimentos”.

“Por isso, deixo uma mensagem: lembrem-se de nunca julgar as pessoas com diabetes e deixem-nas ter suas vidas. Todos nós podemos ter problemas! Sentir tristeza na nossa trajetória também pode afetar o diabetes … Lembre-se de falar sobre isso e educar as pessoas ao seu redor, vivemos em 2018 e ainda as pessoas não são tipos 1, Tipo 1.5 e Tipo 2 , ninguém pede para estar doente e falhas acontecem. Então abrace os bons e os maus dias e celebre a vida, eu faço isso todos os dias”, finaliza esta batalhadora e admirável pessoa.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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