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Meu filho é tipo 1, e agora?

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Fernanda Carrasco Bela Brizzi, nutricionista com especialidade em Nutrição nas Enfermidades Renais e Educadora em Diabetes, mãe do Enzo de 9 anos, que aos sete foi diagnosticado com diabetes mellitus tipo 1, é autora da Cartilha Meu Filho Tipo 1, escrita em linguagem simples e acessível aos pais, pacientes, familiares, professores e funcionários de escolas sobre o diabetes mellitus, além disso ela também tem um blog www.meufilhotipo1.com.br

Antes de falarmos sobre o conteúdo da publicação, os leitores precisam conhecer a história do menino Enzo, protagonista da trajetória de amor e dedicação de seus pais Bráulio e Fernanda.

Como a maioria das descobertas da doença, esta não fugiu à regra. Sem dúvida, foi extremamente impactante! Enzo tinha apenas 1 ano e 11 meses de vida e na saída da escola, a qual tinha acabado de ingressar, a mãe o encontrou cansado, prostrado e exalando mau hálito. Imediatamente, ela se comunicou com o pediatra do filho que, prontamente pediu exames e o diagnóstico de Diabetes foi comprovado. Muita angústia e ansiedade foram geradas pelos desencontros dos conselhos profissionais e pela rejeição da escola que, não se sentia apta a cuidar de um menino DM1.

O sucesso no tratamento com a bomba de insulina

Enzo começou a frequentar outra escola, que o aceitou na condição de que sua mãe fosse duas vezes no período da tarde para fazer os ajustes no controle glicêmico. “Fui pesquisando para obter informações sobre a doença, onde recebi muita ajuda no Facebook (Mães Pâncreas). Decidi ingressar no curso de pós-graduação na Formação de Educadores em Diabetes pela UNIP e participar do Educando Educadores ministrado pela ADJ Diabetes Brasil, foi assim que escolhi uma nova graduação.”

Enzo tinha muita hipoglicemia e o médico que o assistia dizia que isso era normal. Mas o que mais intrigava os pais do menino era o seu baixo peso e crescimento incompatível com a idade, sem contar a constante irritabilidade. Por meio de informações fornecidas por especialistas da área, ficou claro que eram inadmissíveis as hipoglicemias recorrentes com tão pouca idade e sem monitorização em tempo real.

“Nosso desânimo foi vencido graças ao convite feito pelo saudoso especialista Edgar Niclewisk (CDC Curitiba), para irmos ao seu encontro com a finalidade de realizarmos uma consulta para a sua avaliação e posterior teste drive para o uso da bomba de infusão de insulina. O resultado foi surpreendente! Em apenas um mês, Enzo ganhou 800 gramas, cresceu 0,5cm e o humor era outro; enfim aos três anos de diagnóstico encontramos a terapia ideal para o nosso filho”, explica Fernanda.

“Falar dos benefícios proporcionados pelo equipamento seria redundância. Diminuíram os episódios de hipoglicemia, não precisei mais ficar forçando a alimentação para elevar a sua glicemia, ganhou peso e estatura e a irritabilidade diminuiu consideravelmente. Impressionante foi notar como as microdoses, que a infusão permite, tornaram o tratamento muito mais efetivo”, enfatiza a nutricionista.

Ela ainda conta que, a elaboração da Cartilha, foi sugerida pela psicóloga que atende a família, durante o tratamento realizado após o diagnóstico do Enzo, com a finalidade de transmitir aos pais de recém-diagnosticados as experiências vivenciadas com a doença. “O trabalho foi feito nos dois primeiros anos, período que julgamos ser o mais crítico”, explica a mãe do Enzo.

O diabetes ainda é uma barreira

36944215_1815981335136038_1207317862411141120_nO termo cartilha é sinônimo de norma, padrão, modelo, conjunto de ideias, compêndio; foi escolhido pela autora para fazer alusão às antigas cartilhas utilizadas no ensino; um verdadeiro beabá de conhecimentos adquiridos para tranquilizar os pacientes, pais, amigos e familiares que convivem com a doença de forma otimista, mostrando que com educação, informação, aceitação e adesão ao tratamento tudo retorna à normalidade. Quem quiser ter mais informações sobre a cartilha, acesse o Insta: @meufilhotipo1

“O diabetes ainda é fator limitante aqui em casa. O Enzo, pela pouca idade, não vai sozinho à casa dos amiguinhos (os pais temem os cuidados por desconhecê-los); não viaja com os avós nas férias (não sabem fazer troca de conjunto de infusão) e nem mesmo frequenta as festas do colégio, pois ainda é uma criança que só quer brincar e não pensa que é preciso parar para lavar as mãos para realizar o controle glicêmico e comer algo para evitar hipoglicemia. Mas, tenho consciência de que esta é uma fase transitória e irá acabar com o seu crescimento e amadurecimento. Diante da nova etapa, será educado e informado para que a adesão ao tratamento seja plena para evitar futuras complicações”, finaliza a nutricionista e amorosa mãe.

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