Musculação

A escolha do bem-estar só compete a você

musculacao

Depende de mim

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio
marque meia-noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo… ou agradecer às águas por
lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro… ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde… ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria…. ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar…. ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com as tarefas da casa… ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos… ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.

(Charles Chaplin).

Quando acordamos todos os dias, inconscientemente, escolhemos que tipo de dia queremos. Não optamos por ter raiva, preocupação, ansiedade e tantos outros sentimentos ruins. Se conseguimos avaliar os vários ângulos de uma situação, como diz Charles Chaplin em seu poema, poderemos aprender muito mais com as dificuldades e sair dessas circunstâncias com mais aprendizado em busca de uma vida mais otimista e feliz.

Esta foi a escolha de Caio César Miranda, estudante do ensino médio, com 16 anos, 14 deles com diabetes tipo 1. Como foi diagnosticado aos dois anos de idade, acostumou-se com a condição desde pequeno e passou a fazer várias atividades físicas e monitorar a glicemia para saber o consumo de açúcar de cada uma delas.
Há dois anos, começou a fazer musculação em uma academia. “No início, tinha hipoglicemia, pois não sabia a quantidade de açúcar que estava queimando no término de cada treino, pois optei em fazer exercícios diferentes em cada um dos três treinos que faço durante a semana”, relata Caio.

O estudante treina de três a quatro vezes por semana, por volta de uma hora e meia, alternando diferentes exercícios a fim de ter mais resultados e assim, não deixando o corpo se acostumar com os mesmos. Por isso, treina musculação, mas também corre na esteira e um dia por semana também realiza treino de agilidade para ganhar mais condicionamento. O resultado foi imediato. “Ganhei massa, definição muscular e mais resistência. Além disso, diminuo em seis unidades a insulina NPH no dia do treino”, conta. Caio percebeu os efeitos que a musculação, por si, causam, o que gera aumento da longevidade.

Segundo Flávio de Aguiar Duarte, educador físico, personal trainer, com 39 anos e 22 com diabetes tipo 1, “a musculação proporciona aumento da circulação local e ampliação da massa muscular. Com mais tecido, há uma elevação na captação da glicose, pois há acréscimo do funcionamento desse metabolismo, através da maior quantidade de receptores nas células para o uso da insulina aplicada. Entre outras vantagens, podemos citar que após a musculação, a pessoa, mesmo em estado de repouso consome mais energia, pois o corpo tem mais consumo energético para se manter funcionando e há menor resistência à ação da insulina no organismo”.

“A queima de gordura acontece mais nas atividades de longa duração, depois que os estoques de glicose já foram bem gastos. Mas a combinação de alguma atividade aeróbica com musculação potencializa bem mais o efeito da queima, por se utilizar de grandes massas musculares”, complementa Flávio.

Para a prática, porém, é importante uma série de cuidados. “Além da diminuição de insulina, costumo comer mais carboidrato antes do treino, também não injeto o hormônio no músculo que vou trabalhar na prática para que não potencialize a sua ação e provoque hipoglicemia. Costumo realizar a auto-monitorização antes e depois do treino”, acrescenta Caio.

Mas os cuidados não param por aí. “O exercício não deve ser realizado com glicemia acima de 250mg/dl ou abaixo de 80mg/dl sem a devida correção de insulina, como no primeiro caso, ou ingestão de carboidrato para não ter hipoglicemia, como na segunda situação. O profissional que acompanha a pessoa com diabetes deve ter esse conhecimento além de conhecer os sintomas e saber como agir em caso de hipoglicemia com consciência ou se o aluno ficar inconsciente. O uso de roupas leves e tênis fechado para o praticante não se machucar também é mais uma sugestão essencial para segurança da atividade”, alerta o educador físico.

Realizar a atividade física de forma responsável fará com que o praticante se sinta mais motivado com o alcance de resultados mais efetivos. Além disso, esses resultados serão refletidos no controle glicêmico também.Por isso, podemos reclamar de termos diabetes ou agradecer a Deus por estar vivo e saudáveis para realizar todas as atividades. O escultor de cada dia é você mesmo!

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