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Não é todo tipo de atividade física que promove o emagrecimento! Confira as dicas aqui!

Atividade Física e a Redução do Peso Corporal – A Ciência Responde

Vários estudos foram feitos para testar a eficácia das diversas modalidades esportivas na redução do peso corporal. Há pesquisadores que defendem a tese de que os exercícios com maior predominância aeróbica (caminhada, corrida, natação, ciclismo, dentre outros) proporcionam maior redução no peso corporal, enquanto que outros se apoiam na teoria de que as modalidades anaeróbicas (musculação, força, alta intensidade) sejam as responsáveis pelo maior gasto calórico. Existem ainda autores que comprovam que todos os tipos de programas de atividades físicas podem contribuir.

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Segundo o educador físico Winston Boff “nos dias atuais, acredita-se que o emagrecimento acontece pelo gasto calórico total da atividade, ou seja, incluindo a realização do exercício somada à recuperação orgânica. Devido a esse novo conhecimento, passamos a dar mais importância à intensidade do exercício, por aumentar o gasto energético durante a recuperação do organismo, totalizando um maior gasto calórico durante as 24 horas do dia, facilitando dessa forma a perda de peso e melhorando o condicionamento físico”.

“Devemos saber diferenciar a relação entre redução de peso e de gordura corporal que, na maioria das vezes são utilizadas como sinônimos de forma errônea. É possível reduzir a gordura corporal sem diminuir o peso quando ocorre ganho de massa muscular e ela pode ser superior ao peso de gordura reduzido, levando ao aumento no peso corporal total”, alerta Winston.

William Ricardo Komatsu, educador físico da UNIFESP, assim esclarece “ A prática diária e regular de atividade física, realizada de forma moderada com frequência mínima de quatro vezes por semana, proporciona uma série de benefícios ao organismo, tais como: o controle da pressão arterial, redução dos níveis séricos de triglicérides e colesterol, ocasionando melhora na resistência à insulina e perda de peso. É bom que se esclareça que a maioria das pessoas procura praticar exercícios para a redução dos números na balança, mas muitas vezes não é isso o que ocorre. Nossa massa corporal total é formada músculos, ossos, vísceras; quando praticamos esportes, melhoramos a “performance” da musculatura, tornando o músculo mais rígido e desenvolvido (hipertrofia muscular) e com isso nos tornamos mais pesados na balança, mas com redução de medidas, fácil de perceber vestindo nossas roupas”.

Hoje sabemos que para que ocorra redução de peso, um dos procedimentos necessários é aumentar a taxa do metabolismo basal, definida como um conjunto de reações químicas responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes da célula. E como isso ocorre?

“A massa muscular tem influência direta no metabolismo. Quanto maior for o volume muscular, mais energia será necessária para a manutenção e reparo do mesmo durante períodos de repouso, ou seja, para que ocorra o desenvolvimento muscular será gasto alto nível de energia, mesmo quando estamos dormindo e com isso, emagrecemos. Em contrapartida, iniciamos o processo de envelhecimento aos 30 anos e se não nos exercitarmos, começaremos a perder massa magra. Com a perda dos músculos, diminuiremos o metabolismo basal e como consequência passaremos a “estocar” gordura no tecido subcutâneo e também nas vísceras (gordura visceral) ”, explica Komatsu.

Por outro lado, a jornalista americana Júlia Belluz, especialista da área de saúde, fez uma análise com mais de 60 artigos científicos sobre exercícios físicos e perda de peso. A conclusão publicada no site de notícias Vox, revelou que, para quem quer emagrecer, a atividade física não é a melhor solução, já que muitas pessoas se alimentam mal por acreditarem que o hábito é reparado pelas horas extras de malhação. Tal conclusão abriu espaço a linhas de pesquisa que analisam o efeito rebote dos exercícios na alimentação, fazendo uma associação entre a prática de atividade física e a quantidade de alimentos consumidos. O estudo revelou que as pessoas tendem a aumentar o consumo de alimentos após o término dos exercícios – seja porque acreditam que a queima calórica proporcionada pela atividade foi suficiente para compensar o excesso na alimentação ou porque simplesmente sentiram mais fome. É como se as pessoas superestimassem o valor da atividade praticada e por isso se sentem no direito de comer mais sem culpa.

Em última análise, esses estudos deixam claro que a combinação entre dieta balanceada e atividade física é essencial para a perda de peso e manutenção de corpo e mente saudáveis.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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