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O exercício físico previne diversas doenças, entre elas as cardiovasculares e o diabetes, assumindo aspecto benéfico e protetor. Confira aqui!

Atividade Física – 30 minutos diários e o caminho para a longevidade

Dra. Denise Ludovico Costa de Castro*

Os parâmetros atuais das organizações de saúde e governamentais falam em 150 minutos de exercícios moderados por semana para que as pessoas possam se manter saudáveis e com condicionamento físico.

A prática de exercícios físicos promove mudanças corporais, melhora a autoestima, a autoconfiança e a afetividade, aumentando a socialização; fortalece o tônus muscular e os ossos, melhorando a flexibilidade das articulações; proporciona perda de peso e da porcentagem de gordura corporal, redução da pressão arterial em repouso, previne a ocorrência da resistência insulínica e do diabetes tipo 2, diminuição do colesterol total e aumento do HDL (colesterol bom). Além disso, melhora a irrigação do fluxo de sangue para o cérebro, ajuda na capacidade de lidar com problemas e com o estresse, podendo também exercer efeitos no convívio social do indivíduo, tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar.

cardiovascular

Em contrapartida, a inatividade física e o baixo nível de condicionamento têm sido considerados fatores de risco para a mortalidade prematura tão importante quanto o fumo, dislipidemia, diabetes e hipertensão arterial, segundo um estudo publicado em 1993, intitulado Exercício da Saúde e na Doença: Avaliação e Prescrição para Prevenção e Reabilitação, do pesquisador Wilmore Pollock.

O exercício físico é aceito como agente preventivo e terapêutico de diversas enfermidades, dentre as quais as cardiovasculares e o diabetes mellitus, assumindo aspecto benéfico e protetor. Portanto, a prática de exercícios aeróbicos como resistidos são fundamentais para indivíduos saudáveis como para pessoas com diabetes e hipertensos, melhorando a qualidade de vida e mantendo as respectivas doenças controladas.

Contudo, apesar de sabermos que a prática de esportes proporciona um grande aumento na expectativa de vida, qual é a quantidade certa de atividade física diária a ser praticada para que possamos nos tornar longevos?

Dois grandes estudos recentes trouxeram luz ao assunto, sugerindo que a dose ideal de exercícios para uma vida mais longa é um pouco mais do que muitos de nós acreditamos, mas menos do que outros esperam. As pesquisas também descobriram que exercícios prolongados ou intensos provavelmente não são prejudiciais e podem somar anos à vida das pessoas.

No maior dos dois estudos, os pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer, da Universidade de Harvard e de outras instituições se juntaram e combinaram as informações de hábitos de exercícios de seis longas pesquisas sobre saúde, o que resultou em uma análise de dados de mais de 661 mil adultos, a maioria na meia idade.

Os pesquisadores escalonaram os adultos pelo tempo semanal de exercícios, daqueles que não faziam nada até os que se exercitavam dez vezes ou mais do que as recomendações atuais (o que significa que faziam atividades físicas moderadamente 25 horas por semana ou mais). Eles compararam 14 anos de históricos de morte no grupo, descobrindo que, como era esperado, ocorreu morte prematura nas pessoas que nunca se exercitaram e naquelas que fizeram algum exercício físico, mesmo sem chegar à quantidade recomendada, diminuíram o risco de morte prematura em 20%. Aqueles que seguiram as recomendações à risca, completando os 150 minutos de exercícios moderados por semana, tiveram maiores benefícios relacionados à longevidade: 31% menos risco de morrer durante o período de 14 anos comparados com aqueles que não fizeram nada.

O ponto ideal para os benefícios, no entanto, foi para aqueles que triplicaram a quantidade recomendada, exercitando-se moderadamente, a maioria andando, por 450 minutos por semana, ou seja, um pouco mais do que uma hora por dia. Essas pessoas tiveram um risco 39% menor de morrer prematuramente do que aqueles que não praticaram atividade física. A partir daí os benefícios se mantiveram estáveis, segundo os pesquisadores, mas não declinaram significativamente.

O outro estudo realizado recentemente por pesquisadores australianos, contando com uma amostragem de 200 mil participantes adultos chegou a uma conclusão semelhante sobre a intensidade – as pessoas que cumpriram as recomendações reduziram significativamente o risco de morte prematura, mesmo se o exercício fosse moderado como andar. Os pesquisadores não notaram qualquer aumento da mortalidade, mesmo entre aqueles que fizeram uma grande quantidade de exercícios intensos.

“Qualquer pessoa que pode fazer atividades físicas deveria tentar chegar a pelo menos 150 minutos de exercícios por semana e cerca de 20 a 30 minutos de atividade vigorosa”, afirma Klaus Gebel, pesquisador sênior da Universidade James Cook, em Cairns, na Austrália, que liderou a segunda pesquisa.

*Dra. Denise Ludovico Costa de Castro é médica, graduada pela Universidade Federal de Goiás com residência em Pediatria pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / UNESP e especialização em Endocrinologia Pediátrica no Instituto da Criança / USP.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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