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O mapa do diabetes no Brasil

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ADJ e SBD divulgam dados inéditos da doença em coletiva de imprensa

A ADJ – Diabetes Brasil -, e a SBD – Sociedade Brasileira de Diabetes, se uniram para mostrar a realidade do diabetes no país. E para apresentar esse retrato atualizado, convidaram 26 jornalistas de veículos impressos e de redes de televisão. Os depoimentos dos especialistas destacaram os dados alarmantes do diabetes e as soluções para que o governo gaste menos com complicações e internações da condição.

A maioria dos 13,4 milhões de pessoas com diabetes existentes no país está com falta de controle da glicemia. O Estudo Multicêntrico Brasileiro, realizado em 28 centros terciários e secundários da Saúde Pública de 20 cidades brasileiras (Mendes AB et al. Acta Diabetol. 2010; 47(2):137-450), mostrou que somente 23,2% das crianças e dos adolescentes com diabetes conseguem o controle da glicemia e que somente 9,1% dos adultos apresentam este controle.

Outro estudo nacional (Vianna LV, Leitão CB, Kramer CK, Zucatti ATN, Jezini DL, Felício J, Valverde AB, Chacra AR, Azevedo MJ, Gross JL. Poor glycaemic control in Brazilian patients with type 2 diabetes attending the public healthcare system: a cross-sectional study. BMJpen 2013;3:e003336 doi:10.1136/bmjopen-2013-003336), envolvendo mais de 6.700 pacientes, verificou que a desigualdade brasileira também se reflete no controle do diabetes: as regiões Norte e Nordeste apresentam os piores controles de hemoglobina glicada (média da glicemia dos três últimos meses), 9,2% e 8,9% respectivamente, seguidas das regiões Sudeste (8,4%), Sul (8,3%) e Centro Oeste (8,1%).

O estudo multicêntrico, transversal: Economic status and clinical care in young type 1 diabetes patients: A nationwide multicenter study in Brazil, realizou entre 2008 e 2010 um estudo com 1.692 pacientes, em 28 clínicas públicas do Brasil, e mostrou que somente 65% dos participantes da pesquisa, com um status econômico muito baixo, frequentam o nível de atenção terciária, quando comparados com 75% dos participantes da classe média e 78% daqueles com status econômico mais elevado.

 A importância do controle glicêmico

O descontrole da glicemia é responsável por internações e várias complicações do diabetes, entre elas a retinopatia, doenças cardiovasculares, nefropatia, neuropatia e amputações.

Segundo a Dra. Denise Franco, diretora da ADJ, 27% dos pacientes que usam a metformina param de tomar a medicação no primeiro mês do tratamento, pois acreditam que assim que normalizar a glicemia, há a cura. Por isso, não adianta o médico atender a pessoa com diabetes em 15 minutos e não conseguir explicar a importância da medicação para o resto da vida, isso vai refletir em complicações do diabetes.

Por isso, os cuidados com a saúde das pessoas com doenças crônicas, como o diabetes, precisam ser contínuos, influentes no estilo de vida, dinâmicos e apropriados, e devem ser prestados por equipes de profissionais de saúde devidamente capacitadas para cuidar e ensinar o autocuidado do diabetes.

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