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O peso da obesidade infantil no desenvolvimento da criança

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Dados, sintomas e a importância do incentivo a hábitos saudáveis

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a obesidade infantil atinge 41 milhões de crianças menores de cinco anos de vida em todo o mundo. Condição que antigamente era exclusiva de adultos. É preocupante constatar nos exames dos pequenos, o colesterol alto, hipertensão arterial e diabetes tipo 2.

Podemos prevenir a obesidade, partindo da premissa de que o exemplo “vem de cima”, ou seja, vêm de dentro de casa, iniciando pelos pais.

Pensando dessa forma, a Faculdade de Saúde Pública de Harvard realizou estudo com mães, as quais foram aconselhadas a adquirir hábitos saudáveis como o consumo diário de alimentação balanceada, a prática regular de exercícios físicos, manter peso adequado, beber com moderação e não fumar.

A pesquisa contou com a amostragem de 24.289 crianças e jovens na faixa etária entre 9 e 18 anos e de suas mães – 16.945 mulheres, no período de cinco anos. O resultado demonstrou que 1.282 crianças, correspondendo a 5,3% da amostra total ficaram acima do peso.

Segundo o estudo, os filhos dessas mulheres têm uma probabilidade 75% menor de desenvolverem obesidade, e se seguirem os cinco passos adotados por suas mães, a probabilidade será de 82%.

A importância dos hábitos saudáveis

“As crianças são o reflexo do comportamento dos pais. Se elas convivem com pessoas que praticam exercícios, alimentam-se de forma correta, entendendo que no horário das refeições são oferecidos grãos integrais, verduras, legumes, carnes magras e as frutas como sobremesas, com certeza, elas adquirirão hábitos saudáveis por toda a vida, prevenindo a obesidade. É triste saber que o prato predileto das mesas brasileiras – o amado e saudável arroz e feijão, acompanhados de carne e um legume refogado, foi substituído por uma lasanha de micro-ondas, pela rapidez e praticidade no preparo. Hoje, pais e mães trabalham fora de casa para aumentar a renda familiar e as crianças, passam o tempo ocioso assistindo a programas de TV, cujos patrocinadores estimulam os pequenos a consumirem as famosas guloseimas que os deixam muito acima do peso”, alerta a endocrinologista e pediatra Dra. Mônica Gabbay.

Em contrapartida, se não conseguirmos introduzir bons hábitos na infância, será muito difícil reverter os maus costumes na adolescência, época da irreverência e da identificação com os amigos que, provavelmente são amantes frequentadores dos fast foods.

“Não só com a alimentação devemos nos preocupar. Os pais precisam ficar atentos no tempo em que as crianças ficam entretidas com os joguinhos virtuais disponíveis nos celulares, tablets, dentre outros. É preciso impor limites no tempo ocioso, restringindo a uma hora e no máximo a duas para essa atividade. A criança precisa se exercitar brincando no parque, no quintal de casa, no playground dos condomínios, interagindo com outras crianças, com animais, tomando sol ao ar livre. Nos finais de semana, os pais podem brincar com seus pequenos de bicicleta, fazendo caminhadas nos parques, nos clubes, momentos imperdíveis da mais completa interação. Aproveitem, as crianças crescem rápido”, aconselha a pediatra.

Ainda Dra. Monica dá ênfase à Campanha dos Mil Dias de Vida da Criança, período que se estende da gestação aos dois anos de idade do bebê, onde a dieta alimentar serve como modelo – sem agrotóxicos, corantes, conservantes e demais produtos químicos. Tudo feito em casa, nada industrializado; essa medida adotada é importante porque desperta uma memória afetiva e metabólica que acompanha a criança por toda a sua vida.

Desperte na criança a curiosidade em conhecer os alimentos, que nós adultos chamamos de saudáveis. Uma dica é deixá-la participar do seu preparo, fazendo “desenhos” interessantes nos cortes da cenoura, beterraba, tentando montar pratos coloridos e fazendo desse momento algo bem divertido.

Não queira transformar os doces em vilões, mas faça com que sejam especiais e possam ser saboreados nos fins de semana e nas festas comemorativas. Deixe que a criança tenha a percepção do sabor real dos alimentos, sem adoçá-los, oferecendo as deliciosas frutas que o nosso país tem de sobra como sobremesas.

Veja também: 
Como reverter a obesidade infantil
Confira dicas essenciais ao cardápio de toda a família
5 sugestões para uma alimentação balanceada

 

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