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O que transforma as pessoas de seres passivos a ativos?

O que leva às pessoas a se engajarem pela causa do diabetes?

 Quando uma pessoa é jovem e escolhe uma carreira, na maioria das vezes ela busca uma formação que possa mudar um mundo. Quem faz jornalismo, como meu caso, eu sempre pensei que podia contribuir para um mundo mais humano inclusive para as próximas gerações.

Com o passar do tempo, de modo geral, dentro da faculdade, abre uma opção diferenciada: trabalhar para o Terceiro Setor. Mas para que uma pessoa escolha esta área, seu perfil precisa ser diferenciado, pois ela precisa ter mais desprendimentos, convicções, e uma atitude mais empreendedora.

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Além disso, a pessoa costuma ter mais facilidade para adaptações, sociabilidade e flexibilidade, além do sentimento de paixão pela causa. Na área da saúde não é diferente. As pessoas inserem dentro de si uma luta por melhores condições. No segmento do diabetes, a pessoa se engaja pela causa por ter a condição ou ter um parente ou amigo com o diabetes.

Com as visitas em associações de diabetes e com o conhecimento adquirido com o tempo, ela percebe que muitos dos direitos são desrespeitados e muitas vezes tem contato com outras pessoas que sofrem muito com a condição. Isso a toca profundamente e abre uma porta para começar a trabalhar em prol do outro.

Passando esta fase, ela ganha outras motivações a continuar a lutar pelo diabetes e muitas vezes se engaja pela causa. Quase todos têm um sonho de que conseguem mudar as coisas, e ao mesmo tempo, sentem uma inquietude e uma esperança de ver que se pode contribuir para um mundo melhor e que se não o fizer, não terá outra pessoa que o faça.

Na situação atual do país, há reclamações em várias cidades de falta de medicação, há uma série de políticas públicas que devem ser implementadas para melhorar o tratamento de diabetes. Mas para organizar cada uma das estratégias, é importante envolver outras pessoas na causa para conseguir conquistar com mais facilidade cada uma das metas estabelecidas e não se frustrar com as dificuldades que o caminho trará.

Para cada ação implementada, é necessário ter o chamado controle social, que nada mais é que o controle da sociedade sobre a política pública de saúde. A solidariedade ocorre na luta cotidiana engajando cada ator da sociedade, envolvido diretamente ou indiretamente na causa do diabetes. Dessa forma, com o envolvimento verdadeiro do ser, este se desenvolverá e se tornará um sujeito social que exerce sua cidadania em saúde. Com ela, serão construídos de forma coletiva os interesses para atuar na formulação de metas para melhorar o tratamento da pessoa com diabetes.

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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