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A paixão pela prática de esporte

 

Carla Prisco

Carla (1)A paixão pelo esporte teve início nos meus 18 anos, quando participei pela primeira vez de uma corrida de rua, na Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar, onde as equipes revezam os 42.195 km em quatro, oito ou duas pessoas. Desde então comecei a correr com frequência e, em 2014, depois do nascimento do meu filho Luka, me dediquei a maratonas e cheguei a participar de quatro edições por ano!

Vejamos, até o momento, corri nove maratonas; a primeira foi em Buenos Aires em 2015. Completei a prova em 3h50 e foi o meu melhor tempo até hoje. Tamanho foi o estímulo com o resultado obtido, que resolvi treinar forte para ultramaratonas, onde estreei nos 75 km na prova Bertioga Maresias em 2016. A seguir, vou citar os eventos na ordem ocorridos:

  1. Buenos Aires –outubro/2015 – 3h50; 2. Maratona Internacional de São Paulo – abril/2016 – 4h19; Ultramaratona -75 km- Bertioga Maresias – maio/2016 – 9h58; 3. Medtronic Twin Cities Marathon – Mineapolis EUA- Global Heroes – outubro/2016 – 4h20; 4. O Rei da Montanha – Maratona Trail-Mogi das Cruzes – dezembro/2016 – 5h56 – Podium 1º lugar na categoria; 5. Maratona Internacional de São Paulo – abril/2017 – 4h56; 6. Maratona Internacional do Rio de Janeiro – junho/2017; 7. SP City Marathon – julho/2017- 5h56; 8. The Rock – agosto/ 2017 – 6h16; Ultramaratona – 75 km – Bertioga Maresias- outubro/2017 – 9h46; 9. Maratona Internacional de São Paulo – abril/2018 – 4h40; Ultramaratona 45 km Bertioga Maresias – 45km- maio/2018 – 5h11.

Cada prova tem uma sensação… corremos em temperaturas as mais diversas, sem dúvida, as mais amenas ajudam mais; temos amigos presentes ou não, durante a corrida às vezes canto, reflito sobre a vida me perguntando o que estou fazendo aqui? Sinto dor, paro para respirar e de repente, estou correndo mais rápido ainda. A última maratona, ocorrida em São Paulo em abril próximo passado, aliás como sempre nesta cidade, são as mais duras em função da temperatura muito quente, o percurso cheio de subidas e descidas e a paisagem paulista com seu jeito peculiar de ser. Por outro lado, são as mais motivantes, onde encontramos muitos amigos, pessoas queridas como o meu treinador Emerson Bisan que, olhando nos meus olhos quando passa por mim, logo pergunta – Você está bem? Continue! Isso me dá muita energia. Imaginar o que sinto ao ver meu marido e o meu filho que são as principais razões para eu querer chegar ainda mais rápido, só para ter o Luka cruzando comigo o pórtico de chegada, com um lindo sorriso, cheio de orgulho de mim e eu dele, é um prazer indescritível que compensa todas as dores e tropeços do percurso!

Muitas pessoas me perguntam porque decidi correr maratonas? A resposta é simples – A maratona consiste numa distância desafiadora; para conseguir correr os 42km é preciso treinar e se dedicar muito. Você larga sem saber se irá conseguir chegar e por algumas vezes pensei em desistir, mas em todas elas encontrei motivos maiores para completá-las. Os benefícios são muitos; é uma modalidade esportiva que me mantém viva, estimulada, mostrando à Carla Prisco e a minha amiga Diabetes que somos capazes e que ela entrou em minha vida para somar e me impulsionar ainda mais. Os desgastes existem, mas quando se tem uma equipe multidisciplinar nos bastidores, tudo fica mais fácil; um treinador físico extremamente experiente e competente, uma nutricionista que orienta o que comer antes, durante e após a corrida para que o organismo consiga recuperar todos os nutrientes necessários e a experiência de vida adquirida em cada percurso, isso tudo é impagável! E por incrível que possa parecer, termino em todas as maratonas com uma glicemia próxima dos 100mg/dl.

Para evitar hipoglicemia sempre deixo a bomba com 50% da basal durante a prova e faço as correções dos carboidratos ingeridos com 30% do que ajustaria normalmente.

Quanto aos cuidados em relação aos pés, mantenho as unhas sempre cortadas e observo se há presença de lesões na pele (bolhas e feridas). Nunca precisei tomar outra medida de precaução; tenho pés de maratonista e sempre fico com uma unha a menos em cada prova.

Aprendi ao longo do tempo que quem manda em seu corpo é a sua mente; quando se deseja muito realizar algo, se consegue! Por isso, coloque um objetivo e tenha metas no caminho para atingi-lo. Ao alcançar, estabeleça outro e tenha sempre objetivos audaciosos, mas possíveis de serem atingidos.

Fiz um projeto que se chama 42 anos 42 maratonas. Quando eu completar 42 anos correrei minha 42ª maratona, para isso preciso correr 4 por ano, a próxima será a 10ª em Porto Alegre no próximo dia 10 de junho.

 

Vanessa Pirolo

Jornalista, criadora do blog convivência com diabetes, tem diabetes desde o seus 18 anos, e redatora do Portal DBCV. Quer me conhecer melhor? Então, clique aqui!

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